Esportes
Paquetá e Jorginho formam dupla de volantes pela primeira vez e aumentam leque de Jardim no Flamengo
Entrada do camisa 20 no segundo tempo melhora produtividade do time contra o Estudiantes
GLOBOESPORTE.COM / EMANUELLE RIBEIRO E THIAGO LIMA
O segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Estudiantes, na quarta-feira, pela Libertadores, proporcionou ao torcedor do Flamengo assistir à dupla de meio campo formada por Jorginho e Lucas Paquetá. Foi a primeira vez que os dois jogaram juntos com o camisa 20 na função de volante. A entrada do meia elevou o nível técnico do time.
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Jorginho foi titular ao lado de Evertton Araújo. Depois de um primeiro tempo muito brigado e com pouca criatividade, o Flamengo teve mais espaços na segunda etapa, o que o técnico Leonardo Jardim resolveu explorar com a entrada de Lucas Paquetá. O gol de Pedro saiu cinco minutos depois da substituição.
Os dois ainda não tinham formado dupla no meio de campo. Jogaram juntos, mas com Paquetá em função mais à frente. Quando Jorginho se lesionou, o camisa 20 passou a ser opção para Jardim como volante e viveu seus melhores momentos desde que voltou ao Flamengo.
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Quando Jorginho voltou, foi Paquetá quem se contundiu, o que adiou ainda mais a parceria. Como Arrascaeta também se machucou, o camisa 20 foi utilizado no lugar do uruguaio no último domingo, contra o Athletico. A "estreia" desta formação foi positiva.
— É importante a classificação, sabemos a importância de classificar em primeiro para decidir em casa. Dá confiança à equipe. Sabíamos que eles iriam vir para amarrar o jogo, mas fizemos o que treinamos e saímos com a vitória. Temos que jogar para ganhar, o Flamengo joga para ganhar. Continuar invicto dispensa comentários. O ambiente fica melhor. Vamos preparar esse jogo contra o Cusco para ganhar também — disse Jorginho depois do jogo.
Com Paquetá em campo, o Flamengo criou mais oportunidades de gol e foi mais agudo no segundo tempo. Em um dos lances, o meia lançou Pedro, que quase marcou um golaço de bicicleta. O bom desempenho aumenta o leque de opções do técnico para a sequência. Sábado tem o tão esperado jogo contra o Palmeiras, no Maracanã, com as equipes brigando na ponta do Brasileirão.
— Com certeza eu vejo eles juntos. O Estudiantes baixou a pressão, com isso tivemos mais espaço para jogar e, tendo mais espaço para jogar, não há nada como ter dois jogadores com a técnica de Jorginho e Paquetá. O primeiro tempo foi mais físico, com mais duelos, competimos com o Evertton. O importante é o treinador ter diferentes jogadores para diferentes situações. Claro que é uma dupla que, em alguns jogos, pode jogar junta — analisou Jardim.
— O Paquetá pode ser segundo volante, pode ser um terceiro homem como quando jogamos contra o Cusco, jogamos com um tripé no meio. Hoje eu precisava de uma pressão mais alta. O importante é ter soluções, e o Paquetá faz isso. Pode jogar por fora, como 10, como 8... Mas temos também o Jorginho, podem dividir funções. Vamos dar respostas conforme as nossas necessidades — completou o treinador — completou.
Além da qualidade técnica, Jorginho e Paquetá são referências para os companheiros e exercem liderança em campo. O camisa 21, por exemplo, chamou a responsabilidade na pausa da partida contra o Estudiantes e orientou o time. Os dois acabam virando uma extensão do treinador e ajudam na organização do jogo.
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