Coronel Sapucaia
“Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, diz TSE
Presidente do tribunal afirma que dificuldades foram superadas; Flávio Bolsonaro anuncia contestação
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na noite deste domingo (25) que a eleição presidencial ocorreu com segurança, apesar das dificuldades provocadas pela prorrogação do horário de votação em parte do país. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, depois da confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma noite, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou que pretende pedir a anulação do resultado por discordar da condução do segundo turno.
“Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral', declarou Nunes Marques. O ministro explicou que a decisão de estender a votação exigiu mudanças na transmissão dos resultados, mas afirmou que as equipes técnicas conseguiram superar os problemas sem comprometer a contagem dos votos.
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A controvérsia começou quando o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prorrogação da votação até as 19h, no horário de Brasília, diante de relatos de dificuldades no transporte público, principalmente em São Paulo e na Bahia. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Lula, apresentado quando parte das seções eleitorais já havia encerrado as atividades.
Diante da impossibilidade de reabrir urnas fechadas, Zanin esclareceu que a extensão seria aplicada somente aos locais onde a votação ainda estava em andamento. O TSE também suspendeu temporariamente o recebimento dos boletins de urna, a soma dos votos e a divulgação dos resultados até as 19h.
Nunes Marques explicou que a mudança de última hora criou dificuldades operacionais para a Justiça Eleitoral. O bloqueio dos boletins provocou um acúmulo de informações nos sistemas, o que exigiu medidas para evitar problemas no processamento dos dados. Segundo o presidente do tribunal, a situação foi resolvida pelas equipes responsáveis pela apuração.
O ministro também apresentou números sobre o funcionamento dos equipamentos. Das 499.248 urnas eletrônicas utilizadas no segundo turno, 1.551 precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,31% do total. Nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual.
Outro dado divulgado pelo TSE foi o resultado do teste de integridade realizado neste domingo. A auditoria comparou 389 votos registrados em cédulas de papel com aqueles contabilizados por duas urnas eletrônicas. Não houve divergência entre os resultados, segundo a Justiça Eleitoral. O procedimento foi acompanhado por representantes de instituições responsáveis pela fiscalização.
Contestação - Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece a derrota e pretende recorrer à Justiça Eleitoral. O senador questionou a prorrogação do horário de votação e alegou que a medida teria criado condições diferentes para eleitores de determinadas regiões. Também levantou suspeitas sobre procedimentos de fiscalização da apuração, sem apresentar provas que confirmassem irregularidades.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram', declarou o candidato, que anunciou a intenção de solicitar a anulação do segundo turno. Até então, o pronunciamento não havia esclarecido quais medidas seriam apresentadas à Justiça nem os elementos que sustentariam o pedido.
Em Mato Grosso do Sul, a prorrogação não alterou o encerramento da votação. As urnas já haviam sido fechadas às 16h, no horário local, quando a decisão começou a circular. Mesmo assim, a divulgação dos resultados no Estado precisou aguardar a liberação nacional, às 18h, conforme informou o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).
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