Esportes
Carol Portaluppi mostra áudio com bronca de Renato por vazamento da volta ao Grêmio: "Tira aí, Carol"
Em entrevista exclusiva ao ge, filha do técnico revela bastidores do "furo" e relata desafios e bons momentos vividos no futebol com o pai
GLOBOESPORTE.COM / JéSSICA MALDONADO
Ao abrir a porta de um amplo apartamento no oitavo andar de um prédio em Ipanema (Zona Sul do Rio de Janeiro), com vista para o mar, é possível notar de cara a quem pertence a casa. Dois porta-retratos ao lado do sofá indicam, de cara, que ali vive uma filha apaixonada pelo pai.
Não há, porém, nenhuma referência a um clube de futebol, afinal, são 32 anos trocando de camisas e, consequentemente, de escudo. Carol Portaluppi, filha de Renato Gaúcho, ídolo do Grêmio, e com passagens recentes com diferentes times, abriu a sala de casa para receber o ge, em uma entrevista exclusiva para falar da relação com o pai e de como tem aproximado um homem de 64 anos do mundo digital.
Não havia forma melhor de começar o bate-papo do que por uma polêmica recente. Carol revelou os bastidores do anúncio precoce feito por ela quando o pai acertou o retorno ao Grêmio . Antes da hora, ela postou no perfil de Renato no Instagram o acerto com o Tricolor e apagou logo depois. A atitude inusitada repercutiu nas redes sociais e gerou bronca imediata do pai, em áudio no WhatsApp, que foi aberto durante a entrevista (vídeo no topo da matéria ).
— Foi uma falta de comunicação entre eu e meu pai. Ele falou: "Carol, fechei, está tudo fechado". E aí eu pensei: "Bom, fechou, eu posso comunicar". E a torcida do Grêmio já estava me perguntando muito, isso me deixa muito ansiosa. Eu tenho esse problema.
— Só que eu ainda perguntei para o meu pai: "Posso postar uma foto?". Ele disse: "Pode", só que não entendeu que era no Instagram dele, postar oficial. E deu no que deu. Dois minutos depois, ele me mandou um áudio e me deu uma bronca.
— Carol, você botou no Instagram que eu fechei. Tira aí, Carol. Quem tem que botar sempre primeiro é o clube. Mas é brincadeira. C******! — falou o treinador em áudio.
Ela apagou, mas, como se diz, o print é eterno. Como em tantos outros momentos, Carol revelou que os dois ainda bateram boca por mensagens, e ela ainda tentou contornar a situação com um vídeo.
— Eu pensei: "Como que eu posso melhorar essa pequena besteira que eu fiz? Será que vai passar batido?" E eu ainda pedi (aos torcedores) que fizessem surpresa no anúncio. E o pessoal levou super na brincadeira porque, quando o Grêmio postou o anúncio foi com (texto) "tá liberado, Carol", eu pensei: "É, não deu nenhum problema".
"Preciso que você mexa no meu Instagram"
Mas você pode estar se perguntando: "Por que Carol é quem publica na conta de Renato no Instagram?". A resposta é simples: é um dos trabalhos dela, que atendeu ao pedido do pai para cuidar de suas redes sociais. Bem, esse não foi exatamente o pedido:
— Ele me ligou e falou: "Carol, eu preciso que você mexa no meu Instagram". Eu falei: "Tá bom, vai me pagar quanto?". Porque eu não faço nada de graça. Demanda tempo, trabalho, principalmente com ele. Porque ele não me ajuda em nada. Ele não quer gravar nada, ele não quer fazer um vídeo, ele não sabe, né? Ele não aceita a minha ajuda — disse ela, em tom de brincadeira, mas frisando o quanto Renato mantém a postura durona até dentro de casa.
Desde o pedido, Carol é quem tem o perfil do treinador logado no celular e é responsável pelas publicações, ideias de conteúdo, entregas comerciais e até um filtro do que é dito sobre ele no mundo digital. O "home office" em alguns jogos do Vasco, por exemplo, era ela quem gravava as análises pós-jogo do treinador, que assistia às partidas do apartamento dela.
Segunda Carol, Renato não quer baixar o aplicativo e usa o celular apenas para ligar ou mandar mensagens - todas elas em áudio, uma vez que se incomoda com a demora para digitar.
— Depois do jogo, ele fala: "O que tá saindo do jogo aí?". Aí eu tenho que pegar prints e mandar para ele. De vez em quando ele tira uma foto, com uns amigos, me manda e fala: "Posta no meu Instagram, coloca uma legenda e me manda depois que eu quero ver". Ele quer ver os comentários, tudo. Ele participa do jeito dele.
— Eu pergunto: "Por que você não baixa o aplicativo do Instagram?". Ele diz: "Não, não gosto". Eu acho que ele ia ficar muito viciado.
"As pessoas não iam acreditar no que está acontecendo"
Apesar de ter chegado há pouco tempo às redes sociais, Renato convive há alguns anos com flagras feitos por Carol, que sempre rendem bons comentários na internet. São situações inusitadas do treinador dentro de casa, na concentração e até mesmo no bar com os amigos. Carol é a responsável por mostrar uma versão desconhecida para quem o vê apenas na beira do campo ou nas entrevistas coletivas.
Seja tomando sopa com uma concha no quarto do hotel, dormindo enquanto assiste a um filme ou recebendo um presente inesperado, os vídeos circulam nas redes sociais há alguns anos. Segundo Carol, já são cerca de dez anos registrando, postando e também excluindo conteúdos à força, quando ele não gosta do que foi publicado.
— É muito espontâneo. Eu vejo que a gente está tendo um momento engraçado e penso: "As pessoas não iam acreditar no que está acontecendo" — disse ela, ao revelar também que foi proibida de gravar revelando certos toques e manias do pai.
"Pausa na vida" depois da passagem pelo Flamengo
Segundo Carol, ser filha de quem ela é, é "muito especial, mas uma vida de muita responsabilidade também". Ela revelou já ter deixado de fazer muitas coisas pelo status de filha do treinador, inclusive de viver alguns relacionamentos.
Quando as coisas não vão bem dentro de campo, por exemplo, há um preço ainda mais difícil de pagar.. A perda do título da Libertadores pelo Flamengo, em 2021, foi um dos momentos críticos. Carol recorda os dias que sucederam à derrota para o Palmeiras:
— Foi bem complicado, eu lembro que eu não saía de casa direito. Comecei a fazer terapia três vezes por semana porque era muita pressão e muita cobrança em cima de mim por eu ser muito ligada ao meu pai. Quando o time perdia, as pessoas me cobravam, sendo que eu não tinha nada a ver com aquilo.
— Eu estava sofrendo muito na rua com essas pressões. Às vezes, as pessoas perdem um pouco a mão. Então, eu estava sofrendo bastante coisas que não eram legais. Eu dei uma pausada na vida. Eu não ia para a academia, eu não fazia as minhas coisas rotineiras porque estava bem complicado andar aqui. E eu não acompanhei meu pai nos jogos do Flamengo porque ele não deixava, então não foi uma época que eu o acompanhei no trabalho.
Copa de Clubes especial com o Fluminense
De outro lado do Rio, Carol tem boas e recentes lembranças. Com Renato no comando do Fluminense em 2025, ela acompanhou de perto a campanha histórica do time carioca, que chegou às semifinais da primeira Copa do Mundo de Clubes no ano passado.
Nos Estados Unidos, ela circulou pela concentração do time, fez até refeições em meio à delegação e acompanhou de perto cada jogo. Um acesso que, até então, não tinha recebido na rotina de Renato.
— Eu fiquei com eles. Viver esse tempo com eles foi muito legal. Apesar de convivência com meu pai, eu nunca tinha estado tanto tempo com o time, ainda mais assim, fora, nos Estados Unidos, convivendo o tempo todo.
— Antes dos jogos, tinha aquela expectativa, aquela adrenalina, aquela ansiedade, e quando ganhava, depois dava uma dopamina, sabe? Uma calma, um relaxamento (...). Foi ótimo, foi incrível, foi maravilhoso — lembrou Carol, antes de mencionar o fato de que a exposição do Fluminense ao mundo a fez comprar uma mini bolsa para o pai, que carregava seus pertences em um saco qualquer (vídeo acima ), enquanto era fotografado.
Identificação com o Grêmio e mix de esperança e apreensão
Carol é carioca. No entanto, mesmo com a passagem do pai pelos quatro grandes clubes do Rio, ela é direta quando o assunto é identificação com o Grêmio.
- Eu tenho muito amor e muito carinho pela torcida do Grêmio. Eu passei muitos anos convivendo com o Grêmio, eu nunca morei lá, mas ia muito, e vivi muitas coisas com eles... títulos, jogos, momentos na Arena, nos treinos... Isso me ajudou a ter uma identificação, um carinho, e uma relação muito próxima e eles desde muito nova. De fato, é a torcida que eu tenho mais amor, criando um vínculo e uma proximidade muito grande. Me respeitam muito, principalmente nas derrotas, porque eu não tenho nada a ver com isso (risos) — declarou.
+
+ O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora!
+ Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense
+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp
🗞️ Leia mais notícias do Fluminense
🎧 Ouça o podcast ge Fluminense
Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv
Leia mais


Primeira página

