Esportes
Campanha no futebol ajuda, e esposa de ex-atacante do Grêmio recebe remédio para doença rara
Luizi Sampaio sofre com a Ataxia de Friedreich, e Júnior Viçosa aproveita a visibilidade que tem no esporte para ajudar no tratamento
GLOBOESPORTE.COM / DENISON ROMA
Luizi Sampaio, esposa do jogador alagoano Júnior Viçosa (ex-Grêmio e ASA), conseguiu uma vitória importante na luta contra a Ataxia de Friedreich, doença genética rara e degenerativa. Na última sexta-feira, ela recebeu a medicação importada que tanto esperava para amenizar e retardar os efeitos da doença, que afeta o sistema nervoso e compromete a coordenação motora.
Entenda o apelo feito por Viçosa, do ASA, por liberação de remédio para esposa
Como a Anvisa não liberou o remédio, Luizi precisou recorrer à Justiça para conseguir a medicação que minimiza os impactos da doença. Ela ganhou o processo ainda no fim de 2025, mas só agora recebeu o Omaveloxolon, que custa cerca de R$ 200 mil.
Quando jogava no ASA, Viçosa aproveitou a visibilidade do futebol para divulgar a luta das pessoas que sofrem com essa doença. Hoje, ele defende o Lajeadense, clube que disputa a divisão de acesso do Campeonato Gaúcho.
Emocionada, Luizi afirmou que o tratamento regrediu com a demora para iniciar o uso da medicação. Depois de sofrer um golpe em que perdeu mais de R$ 60 mil, ela disse que chegou a pensar que não teria mais forças para lutar.
— Fiquei depressiva. Parecia que não tinha mais motivo para lutar. Eu estava desanimada, já não tinha mais esperança, estava cansada — contouco Luizi, prosseguindo:
Atacante do ASA e esposa, que tem doença rara, perdem R$ 60 mil em golpe do remédio
— E perdi muito com isso, para andar, não ando mais, tem que ter alguém, estou tendo muitas quedas, fraturei ombro, foi um monte de coisas nesse tempo. Mas, agora, encontro um novo jeito de viver e que a vida recomece agora.
Luizi Sampaio falou ainda sobre a mobilização que existe para ajudar outros pacientes a conseguirem o remédio.
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— A Defensoria Pública não tinha como também entrar com a ação e só pode entrar quem tem o dinheiro para pagar despesas com advogado e tudo mais. Muita gente não tem como entrar com uma ação. O IBrA (Instituto Brasileiro de Ataxia) tem feito campanhas para arrecadar dinheiro e esse recurso ser usado para incentivar as pessoas a doarem para os pacientes que precisam da medicação.
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