• Quarta, 22 de Julho de 2026

Bortoleto explica problema de largada da Audi e diz: "Solução leva tempo"

De acordo com o piloto brasileiro, a equipe tem um limite para descer o giro do motor no procedimento de início, o que não ocorre com outras equipes

GLOBOESPORTE.COM / RAFAEL LOPES, LUCIANO BURTI E BRENO PEçANHA


Largada do GP da Bélgica de F1 2026 — Foto: Jakub Porzycki/Reuters

Um dos principais problemas da Audi na primeira temporada na Fórmula 1 tem sido a dificuldade com as largadas, e os maus inícios geraram reclamações de Gabriel Bortoleto em junho. Na terça-feira (21), o piloto explicou ao podcast Na Ponta dos Dedos, do ge, os motivos pelos quais o time alemão tem sofrido – e acredita que nem um início perfeito no que se refere aos pilotos é suficiente para superar outros times.

– Mesmo que a gente faça a largada perfeita, talvez seja uma largada mediana até para as equipes disputando com a gente, as Alpines, Racing Bulls – avaliou o brasileiro.

Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do GoogleBortoleto crê que pode pontuar mais uma vez na Hungria

O turbocompressor dos carros da Audi é maior em relação ao de outras fornecedoras, como Ferrari e Mercedes, o que atrapalha o procedimento de largada da escuderia novata.

Bortoleto afirmou que a Fórmula 1 decidiu tornar o procedimento de largada menos automatizado, dando mais responsabilidades aos pilotos, mas acredita que o problema da Audi está relacionado às limitações do time na hora de soltar a embreagem e descer o giro do motor.

– O motivo por que a gente sofre na largada é que você consegue ouvir quando assiste à Ferrari, ou aos motores da Mercedes, eles conseguem soltar a embreagem até mais agressivos do que a gente. Conseguem abaixar bastante o giro do motor, então você ouve o motor caindo muito o giro. Na hora que ele sobe de giro, talvez o tamanho do turbo deles ajude e permita a eles descerem tanto de giro e depois subir, sem perder a pressão do turbo. E os caras disparam na largada – analisou.

No caso da Audi, segundo Bortoleto, o carro tem um limite para descer o giro do motor no procedimento de largada; caso contrário, pode morrer.

– Se você assiste à nossa largada, a gente tem um limite que consegue descer de giro, desce até uma certa quantidade. Tanto que quando solta a embreagem, você nunca vê o barulho do motor caindo tanto. O motor continua ainda com o giro bem alto, mas porque a gente não consegue no momento. Então a gente precisa lidar com o problema que tem, e se desce mais do que isso, o motor literalmente morre – acrescentou.

Embora a equipe esteja tentando encontrar soluções durante o ano e tenha reduzido os problemas nas últimas corridas, Bortoleto tem saldo de 17 posições perdidas nesta temporada, contando as corridas sprint. O brasileiro não crê que a Audi vai conseguir resolver a questão ainda em 2026, já que as escuderias precisam respeitar o teto de gastos da categoria.

– É uma limitação que a gente tem e que tem tentado trabalhar em volta, até conseguir uma solução definitiva, mas que não é algo rápido. É um desenvolvimento de motor, demora um tempo e provavelmente nem vai ser para esse ano. Tem que ter paciência, a gente tem que tentar tirar tudo que consegue do procedimento atual. Para o futuro, tentar trazer uma evolução grande para tentar ser um dos melhores na largada. Mas isso leva tempo, desenvolvimento, dinheiro… são muitos outros fatores – concluiu.

Gabriel Bortoleto retorna à pista neste domingo (26) para o GP da Hungria, o último antes das férias de verão europeu da F1, e acredita que pode pontuar pela terceira vez seguida. A corrida começa às 10h (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo da TV Globo e do sportv 3. O ge.globo segue todo o fim de semana em tempo real.



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