• Quarta, 22 de Julho de 2026

Análise: Atlético-MG oscila contra o Bahia e segue limitado sem reforços para a sequência da temporada

Galo não tem peças para resolver problemas e, desta forma, seguirá sufocado em três competições

GLOBOESPORTE.COM / IZABELA BAETA


Ruan Atlético-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF

O Atlético-MG demonstrou, mais uma vez, ser um time limitado dentro das quatro linhas. O empate por 1 a 1 com o Bahia, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro, evidenciou a oscilação da equipe na partida e a falta de peças para solucionar problemas. Sem reforços, o Galo parece não ter forças para a sequência da temporada.

O desenho do jogo foi bastante parecido com aquele já testemunhado antes da pausa para a Copa do Mundo. O time traz intensidade, cria boas jogadas no primeiro tempo, mas cai de rendimento na segunda etapa e sofre defensivamente.

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O Bahia demorou para finalizar. O Atlético foi intenso e ameaçou o goleiro adversário com Cuello, Bernard e Cassierra. Pecou nas conclusões. Foi aí que o tricolor apareceu. O visitante encontrou chances em algumas falhas. Uma com passe errado de Lyanco e depois, quando saiu na frente em corrida pelo lado esquerdo. Everson fez defesas difíceis para impedir.

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O Atlético foi melhor em campo, teve mais posse de bola e esteve mais organizado. Por isso, foi coroado com gol já nos acréscimos de Ruan Tressoldi, de cabeça. Uma arma do Galo que funcionou bem no primeiro turno - a bola aérea dos zagueiros.

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O Bahia voltou do intervalo com mais intensidade e velocidade. O Galo, por sua vez, diminuiu o ritmo. Tomado pelo espírito de Eduardo Domínguez, o time passou a se defender mais. Com isso, baixou as linhas e deixou a equipe visitante jogar.

Herói no primeiro tempo, Tressoldi se tornou vilão no gol sofrido. O zagueiro errou no domínio e cedeu a bola ao Bahia. Não correu. Lyanco ficou vendido no lance e também não conseguiu marcar Ademir, que fez jus à "lei do ex" e empatou após cruzamento de Nestor.

A partir daí, o Atlético até acumulou algumas chances. Novamente, esbarrou em um problema que já era perceptível no primeiro turno: a falta de peças para renovar o time em campo. Atuando pela esquerda, o zagueiro Lyanco ainda não parece adaptado a esse lado. Único reforço até aqui, Léo Duarte também é destro.

Vitor Hugo é o único zagueiro canhoto do elenco. O Atlético, contudo, não pretende buscar outro nome para a posição. A mesma situação no meio de campo. O primeiro volante ainda não está encaixado. Tomás Pérez é o único nome da função.

Também faltam peças no setor ofensivo. Cassierra desperdiçou três chances - em uma delas, teve espaço e tempo para chutar da meia-lua, mas bateu fraco na bola. No banco de reservas, Domínguez não encontrou um substituto. Em coletiva, o treinador deixou claro que a diretoria busca um centroavante no mercado para esta janela de transferências.

Diante do Bahia, as alterações feitas não modificaram o esquema tático e pouco renovaram os ares. Pelo contrário. A equipe perdeu força. Outro problema. O Atlético também não tem um jogador que pode entrar para resolver os problemas e dar leveza aos companheiros.

No fim da partida, o Galo ainda sofreu com o Bahia, que arriscou com bola na trave e assustou Everson. No apito final, a torcida atleticana mostrou insatisfação e xingou a família Menin, acionistas majoritários da SAF.

A mensagem dos bilionários, por ora, é que o Atlético não fará grandes investimentos. Em campo, o recado é outro: o time mostra limitações e a necessidade de contratações para competir nas três competições que tem no calendário.

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