• Quarta, 27 de Maio de 2026

“Quero justiça”, diz filho de maquiadora que morreu após aplicação de PMMA

Familiar cobra investigação sobre procedimento feito em São Paulo (SP)

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Roseli, em foto publicada nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Facebook)

A família da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, pediu justiça pela morte dela após procedimento estético com aplicação de PMMA (Polimetilmetacrilato) em uma clínica na zona sul de São Paulo (SP).

Em vídeo enviado ao jornalista Aurélio Ramos, do site Jardim MS News, o ex-marido Emerson Vieira e o filho do casal, Emerson Vieira Júnior, falaram pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira (27).

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Muito abalado, 'Juninho' disse que a família ainda tenta lidar com a perda e espera que a investigação esclareça o caso. “O que aconteceu com a minha mãe foi doloroso e levei um choque tremendo. A perda é significativa, mas Deus sabe de todas as coisas e vai dar conforto para o coração', afirmou.

O filho também pediu responsabilização caso fique comprovada falha no procedimento realizado em São Paulo. “Eu só quero também que essa justiça contra essa mulher seja feita. Não importa o que aconteça', declarou.

Durante o vídeo, Emerson explicou que o filho não consegue falar muito por causa do estado emocional. Segundo ele, a família teme que outras pessoas enfrentem situação parecida. “A única coisa que ele pede é que a justiça seja feita o mais rápido possível. A gente quer que seja analisado e investigado e, se essa pessoa tiver culpa, que pague pelo que fez', disse.

Ainda conforme Emerson, a morte da maquiadora destruiu a rotina da família. “Acabou com uma vida, com a vida da mãe dele, e a gente não quer que isso aconteça com outras pessoas', comentou.

Histórico - Roseli morreu na manhã de terça-feira (26), menos de 24 horas depois de realizar procedimento estético nos glúteos e na parte posterior das coxas em uma clínica no bairro Brooklin. Segundo o boletim de ocorrência, ela passou mal no hotel onde estava hospedada, sentiu dores intensas, falta de ar e aceleração cardíaca antes de perder a consciência.

A paciente chegou desacordada ao prédio onde funciona a clínica e não resistiu às tentativas de reanimação. O caso foi registrado pela Polícia Civil de São Paulo como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, além de morte suspeita e morte acidental.

A investigação aguarda laudos do IML (Instituto Médico Legal), que devem apontar a causa da morte e indicar se houve relação direta entre a aplicação de PMMA e a parada cardiorrespiratória sofrida pela paciente.

O velório e o sepultamento de Roseli ocorrerão nesta quinta-feira (28), na Capela da Pax Universal, em Jardim. Até a publicação desta reportagem, o corpo de Roseli ainda não havia chegado ao município.



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