Coronel Sapucaia
Palermo passa noite na PF em Campo Grande à espera de vaga em presídio federal
Condenado por tráfico internacional, criminoso ficará custodiado até seguir para unidade de segurança máxima
JHEFFERSON GAMARRA E KETLEN GOMES / CAMPO GRANDE NEWS
Após desembarcar em Campo Grande na tarde desta quarta-feira (27), vindo da Bolívia, o narcotraficante Gerson Palermo foi levado diretamente ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passou por exames de corpo de delito, antes de ser encaminhado para a sede da Polícia Federal.
Por volta das 18h20, Palermo chegou sob forte esquema de segurança à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul, localizada na Vila Sobrinho, em Campo Grande. Ele deve permanecer preso no local até a liberação de uma vaga no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, situado em uma área rural próxima ao Jardim Los Angeles.
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Condenado por tráfico internacional de drogas, associação criminosa, roubo e pelo sequestro de um Boeing da Vasp em 2000, Palermo havia sido capturado na Bolívia após operação conjunta envolvendo a Polícia Federal brasileira, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e a FELCN (Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia). Ele estava foragido desde 2020, quando deixou a prisão após decisão judicial posteriormente colocada sob suspeita.
Na sede da Polícia Federal, o advogado Rodney do Nascimento, que atua na defesa de Palermo, evitou falar com a imprensa. Ele apenas confirmou que o cliente já estava na superintendência, mas afirmou que ainda não havia tido acesso ao narcotraficante porque os procedimentos de entrada e custódia estavam em andamento.
Segundo o defensor, “não tem nada para ser visto ou feito ainda hoje'. A previsão é de que Palermo passe por audiência de custódia nesta quinta-feira (28), antes da transferência para o sistema penitenciário federal.
A recaptura recoloca Palermo no centro de investigações envolvendo o crime organizado. Conforme divulgado anteriormente, a localização dele na Bolívia ocorreu após apuração iniciada em outubro do ano passado, quando a Polícia Civil investigava o suposto sequestro da própria filha do narcotraficante, em Campo Grande, em meio a uma disputa envolvendo R$ 50 mil atribuídos ao narcotráfico.
Considerado pelas forças de segurança como um dos criminosos mais perigosos do país, Palermo acumula mais de 120 anos de condenações e já havia sido beneficiado por decisões judiciais em Mato Grosso do Sul em episódios que provocaram questionamentos dentro do sistema de Justiça.
