• Quinta, 25 de Junho de 2026

Jackson Irvine: conheça o meia "cult" da Austrália que une futebol, moda e ativismo social na Copa

Atleta de 33 anos ganha destaque dentro e fora de campo, comenta "Lei Vin Jr." e se emocionou ao ser reconhecido por Casemiro

GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE


Irvine, meia da Austrália, tem presença no mundo da moda — Foto: Irvine/Instagram

Jackson Irvine se destaca na Seleção da Austrália durante a Copa do Mundo ao unir futebol, moda e apoio a causas sociais, como demonstrou no apoio à Lei Vini Jr. em defesa da justiça social no esporte.

Destaque da seleção australiana e capitão do St. Pauli, o meio-campista Jackson Irvine chama atenção na Copa do Mundo por conciliar o desempenho em campo com o estilo 'blokecore', o ativismo social e a paixão pela música.

Fora de campo, o australiano viralizou em 2023 ao se emocionar em um encontro com o brasileiro Casemiro, que o reconheceu dizendo "Eu sei, eu vi você".

Jackson Irvine, figura carimbada na seleção da Austrália, é um dos nomes mais singulares da Copa do Mundo. E não somente pelo futebol apresentado. No terceiro Mundial consecutivo, o jogador combina desempenho em campo com forte identidade cultural, transitando entre o futebol, a música e a moda.

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Aos 33 anos, Irvine se consolidou como peça central no meio de campo australiano, além de ser um dos principais jogadores do St. Pauli, da Alemanha. Um jogador que se mostra "incansável e de marcação implacável", conforme definiu o perfil oficial da Bundesliga, a liga alemã.

Em 2024, ele foi um dos responsáveis por colocar o St. Pauli novamente na Primeira Divisão, após 13 anos. Acabou rebaixado novamente na última temporada na elite do futebol alemão. Na Copa, foi acionado pelo técnico Tony Popovic nos dois jogos, contra Turquia e Estados Unidos.

Além de ser eficiente em campo, Irvine se destaca mais ainda fora dele, por um estilo que foge ao padrão do futebol. Entre as inspirações estão, por exemplo, o ex-meia inglês David Beckham, famoso não apenas por suas habilidades em campo, mas também por seu impacto na moda e nos negócios.

Nascido e criado em Melbourne, na Austrália, Irvine cresceu com uma perspectiva multicultural que moldou sua visão de mundo. Desde a juventude, em paralelo ao futebol, cultivou o interesse pela moda, enquanto também tocava em bandas.

Com cabelo longo, unhas que costuma pintar de preto e o hábito de vestir peças vintage, ele é uma figura que foge ao estereótipo dos demais jogadores com uma estética conhecida como "blokecore", unindo o futebol à moda casual.

Esse perfil se conecta com o ambiente do St. Pauli, clube conhecido por posicionamentos culturais e políticos, e reforça a imagem de Irvine como um atleta que extrapola o campo.

Além de se envolver com moda, o meio-campista também mantém projetos paralelos e atua em causas sociais, ampliando sua presença para além do futebol. Com forte ligação com a cena musical de Hamburgo, ele tem um programa de rádio (ByteFM).

"Para ter a melhor chance possível de jogar bem - que é sempre a prioridade - preciso me dar espaço para explorar outras paixões e coisas que amo", disse Irvine à QG Autrália, revista onde foi destaque neste mês de junho.

- Ele representa uma versão de masculinidade no futebol que parece notavelmente menos limitada do que as gerações anteriores - definiu a QG sobre o atleta.

Representante dos jogadores

Fora dos gramados, Jackson é profundamente comprometido com o bem-estar dos jogadores e a justiça social. Como representante da Associação de Futebolistas Profissionais da Austrália (PFA), ele defende os direitos, o bem-estar e o futuro dos jogadores de futebol em todo o mundo.

"Trata-se constantemente de tentar melhorar o jogo e nossas comunidades por meio do poder do futebol."

Na Copa, ele também ganhou repercussão fora das quatro linhas ao comentar a chamada “Lei Vini Jr.', que prevê punições para jogadores que escondem a boca ao falar. Após a expulsão na Copa do meia Almirón, do Paraguai, Irvine deu uma declaração em defesa da medida.

"Se você está dizendo alguma coisa para alguém e não quer que vejam, então é seguro dizer que, se não pode ser visto dizendo aquilo, então não deveria dizer. Para mim, é uma linha clara na regra", afirmou.

Emoção com o Brasil

A relação com o Brasil não é recente. Em 2023, Irvine viralizou ao se emocionar durante um encontro com Casemiro em evento da Fifa. "Você joga pela Austrália, não é?", pergunta o volante brasileiro.

Irvine prontamente responde: "Austrália, sim", e é novamente surpreendido pelo brasileiro, que diz "Eu sei, eu vi você". Irvine reagiu com um espontâneo "uau!".

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Irvine encara a possível última Copa com serenidade, projetando o futuro além dos gramados, sem abrir mão da centralidade do futebol em sua vida.

Envolvido com rádio, música e moda, ele construiu uma identidade que vai além do jogador, mantendo equilíbrio entre carreira e interesses pessoais.

Essa postura o transforma em mais do que atleta e capitão: Irvine é, para os australianos, um líder cuja influência ultrapassa o campo com seu perfil único.



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