• Quinta, 05 de Novembro de 2026

Conmebol afirma que crise de banco paraguaio não afeta finais de Libertadores e Sul-Americana

Entidade tem investimento de US$ 14 milhões no Ueno Bank, que sofreu intervenção do Banco Central local, mas garante pagamento de premiações

GLOBOESPORTE.COM / LEONARDO LOURENçO


Crise envolvendo o banco Ueno vem gerando tensão no Paraguai — Foto: Reuters

A crise causada no Paraguai pela intervenção do Banco Central local no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do país, não irá afetar a organização das finais da Conmebol Libertadores e da Copa Sul-Americana, segundo a Conmebol.

A entidade que controla o futebol sul-americano mantém um investimento de US$ 14 milhões (R$ 76 milhões) no Ueno, que também era patrocinador da Copa Sul-Americana.

As contas de clientes do banco, porém, foram bloqueadas, o que levou a manifestações populares, à renúncia do presidente do Banco Central e tem gerado pressão sobre o presidente Santiago Peña. O jornal ABC Color informa que o Ministério Público investigará Peña formalmente.

Ao ge, a Conmebol confirmou que o valor depositado no banco é um investimento de prazo fixo que não impacta no fluxo financeiro da entidade. Afirmou, também, que os US$ 14 milhões correspondem a cerca de 2,5% da receita da confederação, que no passado chegou a US$ 600 milhões (R$ 3,2 bilhões).

As finais dos dois principais torneios do continente começam no 21 de novembro, quando o Atlético-MG enfrenta o Boca Juniors em Barranquilla, na Colômbia. Uma semana depois, Palmeiras e Estudiantes duelam em Montevidéu pelo título da Libertadores.

No total, a Conmebol pagará US$ 44 milhões (R$ 239 milhões) em prêmios nas decisões: US$ 25 milhões (R$ 135 milhões) para o campeão da Libertadores e US$ 7 milhões (R$ 38 milhões) para o vice; na Sul-Americana, o vencedor leva US$ 10 milhões (R$ 54 milhões), enquanto o segundo colocado fica com US$ 2 milhões (R$ 11 milhões).

De acordo com previsão da entidade, cerca de US$ 300 milhões são distribuídos em premiações durante a temporada.

O banco Ueno era um dos principais investidores do futebol no Paraguai, com patrocínios aos dois maiores clubes do país, Cerro Porteño e Olimpia, além de dar nome ao estádio Ueno Defensores del Chaco, em Assunção.

Desde 2024, também, o banco era um dos patrocinadores principais da Copa Sul-Americana, com contrato que venceria no final deste ano.

Na última quarta, a federação paraguaia publicou nota em suas redes sociais afirmando que é solidária às pessoas e entidades afetadas pela crise e que “todas as competições de futebol paraguaio continuarão acontecendo com absoluta normalidade'.

Atletas da seleção paraguaia que atuam foram do país, como Angel Romero, ex-Corinthians, e Gustavo Gómez e Ramon Sosa, do Palmeiras, também publicaram um manifesto conjunto sobre a crise.

A nota afirma que “dói ver milhares de famílias atravessando angústia, incertezas e preocupações' e que os jogadores também são "vítimas desta situação', mas que “nossa prioridade absoluta deve ser o povo trabalhador'. O comunicado ainda pede “que o Governo e a Justiça atuem de maneira imediata, transparente e sem distinção'.



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