• Quarta, 04 de Novembro de 2026

Virada democrata na política dos EUA faz dólar cair a R$ 5,45

Petróleo recuou mais de 8% no mercado internacional

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédula do dólar, moeda estadunidense. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (4) em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,4518, em meio à reação dos mercados à vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,23%, aos 167.563 pontos, e interrompeu uma sequência de seis pregões consecutivos de baixa.

No turismo, usado como referência por quem compra moeda para viagens, o dólar recuou 0,59% e terminou cotado a R$ 5,668. O euro comercial também caiu, com desvalorização de 0,35%, para R$ 6,119. O dólar acumula alta de 0,14% na semana e queda de 0,67% desde o início do ano.

O petróleo registrou forte queda diante da expectativa de que o novo cenário político americano favoreça negociações para encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do Brent, referência internacional, caiu 8,66% e fechou a US$ 94,62. Já o WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, recuou 8,29%, para US$ 88,12.

A desvalorização do petróleo pressionou as ações da Petrobras na bolsa brasileira. Os papéis preferenciais da estatal perderam 7,08%, enquanto os ordinários caíram 7,64%. Em sentido contrário, ações de bancos e mineradoras ajudaram na recuperação do Ibovespa. O Itaú avançou 3,17%, e a Vale subiu 3,49%.

O que mexe com os mercados - Nos Estados Unidos, os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, o que pode dificultar a aprovação de propostas do presidente Donald Trump (Republicano) relacionadas a gastos públicos, impostos e regulação. A mudança no Congresso reduziu a pressão sobre os juros americanos e enfraqueceu o dólar no exterior.

Já no Brasil, investidores também acompanharam as discussões sobre as contas públicas e a reforma tributária. O governo federal sinalizou a possibilidade de prorrogar, em janeiro de 2027, a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para setores que passarão a pagar o Imposto Seletivo.

Outro ponto de atenção foi a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. O mercado aguardava a decisão sobre a taxa básica de juros, anunciada depois do fechamento da bolsa. O comitê manteve a Selic em 13,75% ao ano e interrompeu uma sequência de cinco reduções consecutivas.



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