Esportes
Análise: Grêmio empolga contra o Athletico e atinge aproveitamento que pode evitar queda
Vitória por 2 a 0 tirou o time do Z-4 nesta rodada, mas não são apenas os números que alegram o torcedor
GLOBOESPORTE.COM / RAFAEL FAVERO
A chama da esperança tornou-se uma fogueira. Com a vitória sobre o Athletico-PR, nesta quinta-feira, na Arena, o Grêmio atingiu 50% de aproveitamento nos seis jogos sob comando de Renato Portaluppi. Foram nove pontos conquistados em 18 disputados.
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O índice, se mantido, fará o time alcançar ao menos mais sete pontos nas cinco partidas restantes. O Grêmio chegaria a 44, número que tem chances de livrá-lo do rebaixamento com segurança. Mas não são apenas os cálculos que empolgam o quase desiludido torcedor gremista.
Nas últimas duas partidas, o Grêmio voltou a ser competitivo. O que foi apresentado no 1 a 0 diante do Coritiba, na segunda-feira, teve continuidade nos 2 a 0 sobre o Athletico. Renato acertou ao repetir a formação com três zagueiros e, quando o adversário conseguiu espaços para atacar, individualidades se destacaram.
O Grêmio, claro, ainda precisou das intervenções valiosas de Weverton e das atuações firmes de Wallace. O time esteve longe de ser o que o clube merece, mas, na comparação com ele mesmo, houve evolução. Noriega fez mais uma partida de gala no meio-campo.
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Vale nota a bola área tricolor. Garantiu a vitória sobre o Coxa, com Braithwaite. Contra o Furacão, Marlon, em cobrança de falta que entrou meio sem querer, e Balbuena, aproveitando sobra de um escanteio.
Depois da derrota em casa para o Cruzeiro, que instaurou o pavor na Arena, Renato não deixou o abatimento tomar conta. Pelo contrário, o que se viu em campo foi uma equipe aguerrida que compensou a falta de qualidade técnica com entrega coletiva.
Nos bastidores do Grêmio, o clima é de alívio. Entre dirigentes e jogadores, vitória era o único resultado aceitável contra os rivais paranaenses. As batalhas foram vencidas, mas a guerra, não. Há Flamengo, Bahia, Santos, Corinthians e Mirassol pela frente.
É chavão, mas o Grêmio jogou com a corda esticada. A dúvida é se permanecerá assim até o fim, com uma semifinal de Copa do Brasil entre os desafios cruciais do Brasileirão. A começar já neste domingo.
É hora de entrar no barco, com uma calculadora e um secador na mochila, e aproveitar a maré que está a favor. Tudo sob a tutela do único capitão possível para a missão: Renato Portaluppi.
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