Coronel Sapucaia
Serviços de MS faturam menos mesmo com reação em agosto
Receita caiu 1,3% no mês e 1% em um ano, enquanto volume do setor teve leve recuperação
GUILHERME CAVALCANTE / CAMPO GRANDE NEWS
O setor de serviços de Mato Grosso do Sul movimentou mais atividades em agosto, mas registrou queda no faturamento. Enquanto o volume de serviços cresceu 0,9% em relação a julho, a receita nominal recuou 1,3% no mesmo período. Os números fazem parte da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A diferença entre os indicadores mostra que a recuperação mensal da atividade não foi acompanhada pelo faturamento das empresas. A receita nominal considera os valores recebidos pelos serviços, sem descontar os efeitos dos preços, enquanto o indicador de volume permite acompanhar a evolução da atividade em termos reais.
Na comparação com agosto de 2025, o faturamento das empresas de serviços de Mato Grosso do Sul caiu 1%. O resultado contrasta com a média brasileira, que registrou crescimento de 6,1% no mesmo período.
A diferença também aparece no volume de serviços. Enquanto o setor nacional cresceu 0,6% em um ano, Mato Grosso do Sul apresentou retração de 6,9%.
Perda de ritmo - O resultado de agosto foi o segundo recuo consecutivo da receita nominal na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em julho, a queda havia sido de 2,6%. Em junho, o indicador ainda apresentava crescimento de 7,4%.
Na comparação mensal, o faturamento também acumula dois resultados negativos. Após crescer 1% em junho, a receita caiu 1,2% em julho e outros 1,3% em agosto, sempre em relação ao mês imediatamente anterior.
A trajetória contrasta com o desempenho nacional. No Brasil, a receita nominal cresceu 0,2% em agosto, após alta de 0,1% em julho.
Mesmo com as perdas recentes, o faturamento dos serviços de Mato Grosso do Sul permanece positivo no acumulado de 2026. Entre janeiro e agosto, a receita nominal cresceu 3,2% em relação ao período homólogo. No Brasil, o avanço foi de 7,4%.
O resultado estadual, porém, perdeu força ao longo dos últimos meses. Até junho, a receita acumulada no ano apresentava crescimento de 5,2%. Em julho, o percentual caiu para 3,9% e chegou a 3,2% em agosto.
Diferença entre os indicadores - A receita nominal mede o faturamento das empresas a preços correntes. Já o volume de serviços é calculado a partir da receita descontada por índices de preços específicos para cada atividade e unidade da federação.
Por isso, os dois indicadores podem apresentar movimentos diferentes no mesmo mês. O crescimento de 0,9% no volume estadual, acompanhado de queda de 1,3% na receita nominal, não significa necessariamente que todas as empresas atenderam mais clientes ou reduziram seus preços.
A pesquisa reúne informações de empresas de serviços não financeiros, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e não apresenta o detalhamento por atividade para Mato Grosso do Sul. Assim, não é possível identificar, apenas pelos dados divulgados, quais segmentos tiveram maior influência na redução do faturamento.



