• Quarta, 16 de Setembro de 2026

No escândalo, gerente defende padre e freiras na Santa Casa

ÂNGELA KEMPFER E KAMILLA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Padre Ricardo Pereira é pároco que recebe salário na Santa Casa (Foto: divulgação)

Hospital ou igreja? - O salário de um padre entrou na lista de críticas à gestão da Santa Casa. Durante reunião no sindicato da categoria, uma médica da diretoria teria questionado o gasto: “A gente paga salário para padre. Isso aqui é um hospital, não é uma igreja?'. A crítica ganhou um detalhe curioso. Segundo relato de Alessandro Dias Junqueira, então gerente administrativo da Santa Casa, a mesma médica que questionou o pagamento já havia levado o padre à própria casa para benzer o imóvel.

Freiras de volta - Alessandro não concordou com a crítica. Ao comentar o episódio, lembrou a origem católica da Santa Casa, a atuação histórica de freiras na instituição e afirmou que igrejas também arrecadam recursos para o hospital. 'A igreja, a Santa Casa é uma filantropia, ela é católica, quem fundou foi as freira, quem tomava conta era as freiras', defendeu.

Lastro fático - Marcos Pollon tentou retirar do ar ou alterar duas manchetes que relacionam uma emenda de R$ 1 milhão ao caso “Dark Horse', mas teve os pedidos liminares negados pela Justiça Eleitoral. O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva reconheceu que os títulos são incisivos e podem provocar uma leitura desfavorável ao candidato. Ainda assim, considerou que as reportagens apresentam “lastro fático mínimo' (base concreta)  e não contêm informação sabidamente falsa.

Do convite à convocação - A ausência do secretário Ademar Silva Júnior, da Semades, e da diretora-presidente da Planurb, Berenice Maria Jacob Domingues, em audiência pública realizada na segunda-feira (14), terminou em cobrança no plenário da Câmara. Como os dois não compareceram nem enviaram representantes, Maicon Nogueira (PP) apresentou requerimento para convocá-los. “A audiência não é do vereador, é da população', argumentou.

Última instância - A tentativa, porém, foi barrada por 10 votos a 6. Dr. Lívio Leite (União Brasil) classificou a convocação como uma “medida extrema' e desproporcional, enquanto Otávio Trad (PSD) afirmou que o instrumento deveria ser utilizado apenas em última instância. Para os dois, o diálogo com os gestores ainda pode ser feito por outros canais.

Placar aberto - Além de Maicon, votaram pela convocação Fábio Rocha (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT) e Marquinhos Trad (PV). Outros dez vereadores rejeitaram o pedido. Papy (PSDB), que presidia a sessão, não votou. Com o resultado, Ademar e Berenice não terão de comparecer à Câmara para explicar os licenciamentos e os impactos de empreendimentos residenciais.

Piso na recepção – Recepcionistas e auxiliares de recepção podem ganhar um piso salarial nacional de R$ 2.450 para jornada de até 40 horas semanais. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, vale para trabalhadores contratados pela CLT, inclusive terceirizados, e alcança quem atua em locais como hospitais, hotéis, escolas, repartições públicas, condomínios e empresas.

Reconhecimento – A Câmara de Campo Grande abre espaço nesta quarta-feira (16), às 19h, para homenagear farmacêuticos da Capital. Os vereadores entregarão a Medalha Legislativa Dr. Tatsuya Sakuma, criada em 2020 por proposta do vereador Dr. Jamal. A honraria leva o nome do farmacêutico e professor da UFMS Tatsuya Sakuma, mestre e doutor em Farmácia e especialista em Análises Clínicas.

Tentou, mas não conseguiu - Renato Gomes (DC) tentou na Justiça Eleitoral garantir participação no formato principal das entrevistas da TV Morena, mas teve o pedido negado. O candidato argumentou que alcançou 3% das intenções de voto em pesquisas de outros institutos, porém registrou apenas 1% no levantamento Quaest adotado pela emissora.

Recusado - Ao negar a liminar, o juiz considerou que o critério de 3% era objetivo, havia sido informado previamente e foi aceito por um representante da campanha. Também afirmou não haver, até o momento, indícios de favorecimento, manipulação da pesquisa ou tratamento desigual entre os candidatos.



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