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Jardim elogia torcida do Flamengo e festeja classificação na Libertadores: "Resultado justo"
Veja como foi a coletiva do treinador depois da vitória sobre o Cruzeiro, que classificou o Flamengo para as quartas de final da competição
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Com festa de mais de 72 mil torcedores no Maracanã, o Flamengo garantiu sua vaga nas quartas de final da Libertadores ao vencer o Cruzeiro por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, com gols de Arrascaeta e Samuel Lino . Após o apito final, o técnico Leonardo Jardim celebrou a classificação, classificou o resultado como "justo" e fez questão de exaltar o papel decisivo da torcida rubro-negra.
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O treinador do Fla também rasgou elogios à torcida. O público de 72 mil torcedores presentes é o maior de um clube brasileiro na Libertadores desde 2012.
- Em primeiro lugar, antes de falar do jogo, uma mensagem muito especial a toda esta torcida. Não é? Foi magnífico. Foi o décimo segundo jogador. Um ambiente fantástico com as torcidas nos apoiando durante todo o jogo. E essa é a minha primeira mensagem pra eles - disse Jardim.
- Em relação ao nosso jogo, acho que foi um jogo extremamente bem conseguido. Uma primeira parte muito, muito forte. Depois, tivemos falta de eficácia, porque podíamos ter saído com mais do que um gol. A segunda parte, com a reação do adversário, no primeiro chute quase na área, acaba por fazer um gol - completou o treinador.
- E depois voltamos a reagir e tomar o comando do jogo. Acho que é um resultado justo. Sempre um jogo difícil. Eu estava ali falando com o Misael nos últimos dois anos, que são esses dois times, mais ou menos, Cruzeiro e Flamengo. Os jogos foram sempre extremamente disputados. Já o ano passado foi, este ano também acabou por ser - concluiu.
Leonardo Jardim também explicou sua decisão de começar jogando com Pedro no ataque. No jogo de ida, no empate em 1 a 1 no Mineirão, o atacante iniciou a partida no banco e só entrou no segundo tempo. O camisa 9 deu duas assistências na vitória desta quarta-feira.
- Tinha sido uma opção no jogo em casa. Tínhamos mais posse, tínhamos mais construção. Era uma opção já planejada pra este jogo. E por isso ele entrou. O Bruno estava disponível no último jogo. Não viajou para Mirassol ainda pela pancada, mas estava totalmente disponível agora. Mas foi uma opção estratégica, porque sabíamos que íamos ter mais volume do que aquele que não tivemos no primeiro jogo no Mineirão.
Por fim, Leonardo Jardim foi perguntado sobre o aproveitamento de Arrascaeta na equipe. O treinador se rendeu ao talento do uruguaio, autor do primeiro gol no Maracanã, e se referiu a ele como "um jogador fantástico".
- Eu já disse isso algumas vezes, mas a seguir há pessoas que cortam um pouco daquilo que eu digo e depois metem outras. O Arrascaeta é um jogador fantástico. É um jogador fantástico. A pena é que ele já não consiga fazer todos os jogos, todos os dias, noventa minutos e ter essa demanda. Mas isso eu já expliquei. Mas muita gente: "ah, ele não gosta do Arrascaeta, ele quer mais um e ele quer isto". O que é que eu vou dizer? O Arrascaeta é um jogador fantástico - disse ele.
- Já no ano passado fez uma campanha espetacular. E com a gestão também do treinador, que eu vi muitas vezes ele jogava minutos, não jogava, não jogava, entrava trinta e essas coisas todas. E esse é o jogador que nós pretendemos para termos sempre presente, porque ele é um jogador que é importante estar presente, quer de início, quer entrando. É um jogador que consegue, principalmente em pequenos espaços, na definição, ter uma qualidade acima da média - concluiu.
Veja outras respostas de Leonardo Jardim na coletiva de imprensa:
Análise da partida
- É uma forma muito correta de abordar o jogo. Só quem viu e esteve no estádio sabe que nós fizemos uma grande primeira parte. Uma primeira parte com uma pressão muito alta, com todo mundo procurando a bola, mesmo no campo do adversário. Depois, com uma boa qualidade técnica. Mesmo com o Arrascaeta e com o Pedro, que muitas vezes havia dúvidas se eles não eram capazes de pressionar, e a gente vê que também é possível. Acho que é uma análise correta do treinador do Cruzeiro. Como eu disse anteriormente, os primeiros dez minutos da segunda parte não foram muito bem conseguidos. Tivemos a reação do adversário. Mas depois voltamos outra vez a comandar a partida. É uma vitória extremamente justificada. Com certeza eu estou muito feliz de termos classificado o time. Não gostaria que o Cruzeiro que fosse eliminado, mas na vida é assim. O mais importante agora é que eles consigam os objetivos deles nas outras competições. E nós, no nosso caminho.
Fatores para escolher entre Pedro e Bruno Henrique
- A primeira coisa que eu analiso é se vamos ter muita posse de bola e vamos ter um jogo mais apoiado. E aí o Pedro é extremamente bom. Se o adversário também tem qualidade técnica, principalmente no jogo em casa. E aí acho que o Gabigol também teve um papel fundamental: pressão na frente, que é isso que ele também é extremamente bom. Transição. Nunca deixou o adversário subir linhas, porque tinha essa capacidade. Um pouco àquilo que ele fez hoje, no segundo tempo. O Pedro é um goleador. E quando a gente consegue reunir as melhores condições, ele é um goleador. Mas, como eu falei do Arrascaeta, ele é um jogador extremamente importante para mim, como treinador, para o Flamengo. Mas também não há aquele jogador que pode jogar todos os jogos, noventa minutos. É igual. E eu vou falar da mesma coisa que falei do Arrascaeta: é um jogador espetacular, um jogador com uma qualidade técnica acima da média.
- Mas para jogar com a intensidade que ele está a jogar hoje em dia... Ele hoje em dia está a jogar com intensidade diferente. Ele vai atrás, ele defende, ele vem, ele volta a marcar. Ele não consegue muitas vezes jogar noventa minutos, nem jogar três jogos sempre seguidos. Por isso aí é a gestão do treinador. E os jogadores sabem. Os jogadores sabem que eu preciso deles todos. Eu preciso deles todos. Vocês estão a ver que este é um grupo que tem aqui uma certa rotatividade: um joga um, outro joga outro. E isto é o Flamengo. Eu não sou defensor do jogador A ou B ou C. Eu sou defensor do Flamengo. E a gente tem que utilizar as melhores opções dentro daquilo que temos. Hoje em dia, olha, hoje vimos o Jorginho já com dificuldades. O Ayrton que fez três jogos seguidos e ainda no jogo contra o Mirassol, mas já estava com dificuldades. Mas hoje, na hora de meter um miúdo, o Varela já ajudou. Jogou o jogo, já ajudou. Pode ser que o Varela possa jogar já o próximo jogo. Tudo isto é uma gestão. Mas com certeza que a malta quer que o seu jogador preferido jogue os jogos todos, noventa minutos, e o resto não interessa. Mas eu sou pago para fazer uma coisa diferente.
Sobre reforços
- Em relação à janela, às transferências, eu já disse a vocês que o clube tem pessoas responsáveis por isso. Tanto na linha que nós vamos orientar o clube, quanto no mercado. Mas, mais uma vez volto a referir que o nosso elenco tem vários jogadores que são jogadores importantes, que às vezes não são tão valorizados, mas são jogadores importantes. Jogadores que entram. Ainda agora eu estava vendo contra o Mirassol o Araújo, que era um jogador que fazia muito tempo que estava parado. Entrou e fez um grande jogo contra o Mirassol. E todas essas opções... as pessoas de fora falam mais do mercado do que nós dentro. Mas com certeza, quando nós perdemos alguns, queremos recompor. Por quê? Porque nós queremos essa energia. Eu acredito nessa energia coletiva do time. Acredito nessa energia em que o jogador que está fora, quando entra, dá intensidade ao jogo, dá qualidade.
- E eu, como gosto de jogar, e vocês sabem bem, uma das minhas formas de jogar é através da intensidade. Todas equipes que treinei tiveram outra intensidade. E a intensidade não dá para jogar todos os dias, sempre os mesmos, sem substituições. É preciso colocar carne fresca no assador. E termos conseguido, principalmente quando está todo mundo disponível. Ainda bem que, em termos físicos, conseguimos já ter mais ou menos o elenco, com exceção do Nícolas que está um pouco tocado. Termos o outro pessoal já disponível, que é importante. É importante para esse, como diz o brasileiro, o "rodízio". É importante para gerir o time.
Situação do departamento médico do Flamengo
- Em relação aos jogadores lesionados, a gente não pode fazer nada. Eu, como treinador, tenho que esperar que eles se recuperem, né? Tenho certeza que eu pressiono para que seja o mais rápido possível, para ter os jogadores disponíveis e alimentar aquela ideia que eu falei anteriormente. Mas lesionados, a gente não pode fazer nada.Em relação aos volantes: nós tivemos seis volantes. Ok? Tivemos seis volantes. É difícil. Eu jogo com duas, às vezes esticam para meia. É difícil meter seis volantes ao mesmo tempo para jogar.
Eu não posso fazer uma rotação: duas jogam hoje, duas jogam no próximo jogo e duas jogam... Não, se não isso vai descaracterizar também a equipe. Uma equipe de futebol não pode ser descaracterizada. Eu acho que o normal numa equipe é ter quatro volantes. Um quinto que possa fazer outra posição, sem ser volante. Mas nós temos seis volantes. É, mas eles podem jogar na ponta, podem jogar na lateral, podem jogar na defesa esquerda... Mas não é a mesma coisa. Uma equipe como o Flamengo não pode estar metendo janela no lugar de porta. Tem que ter a janela para o lugar da janela e a porta para o lugar da porta. O jogador, claro, pode se virar. Mas a gente tem muitos volantes. E é uma pena minha não ter mais oportunidades para dar a eles quando eles estão disponíveis. Porque ainda tem o Jorginho... E aqueles que vocês viram hoje estão bem. Se eles se machucarem, mas eles estão bem.
- Por isso, meus amigos, é difícil às vezes gerir. Assim, por exemplo, se fosse um deles fosse lateral esquerdo, com a lesão agora do Alex Sandro, não se achava ruim jogar três ou quatro jogos com o Ayrton. Não podia estar aqui rodando. Tem que meter o miúdo. Mas o miúdo, para esse tipo de guerra, ainda não está preparado.
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A importância da classificação para o restante da temporada
- É muito importante, é muito importante essa sinergia entre os torcedores, todo mundo apoiando no mesmo sentido. Não individualizar. É apoiar o Flamengo, que isso aqui é importante, essa causa.Temos uma reta final para o campeonato com muitos jogos em casa. Apesar dos jogos fora também vamos ter a nossa torcida, mas na nossa casa temos que fazer a nossa fortaleza. E queremos continuar, porque sabemos que as coisas não são fáceis. Estava aqui o Rodrigo a me dizer, não sei se é verdade o que ele disse, mas eu vou dizer aqui: parece que é a primeira vez, depois de ganhar a Libertadores, que se consegue chegar às oitavas de final no ano seguinte.
- Porque os ciclos também são uma coisa que às vezes é difícil de repetir. Sempre depois de um bom ciclo às vezes vêm dificuldades e a gente tem que superar isso, não é? A gente teve, ano passado, o Flamengo teve um bom ciclo. E este ano a gente tem que superar, porque estatisticamente não é só no Flamengo, mas em todas as equipes do mundo, depois das grandes vitórias vem um pedacinho, uma dificuldade de repetir os êxitos. E nós é que queremos repetir os êxitos. E eu pessoalmente estou no Flamengo para repetir os êxitos também do passado recente.
A importância da pausa para melhorar as atuações
- Acho que é uma coisa básica em termos de trabalho. Uma equipe que tem 20 e tantos jogadores, alguns ficam dois meses sem treinar com o grupo. Depois, para integrá-los... Os do Uruguai vem com uma ideia do Uruguai, os do Brasil vem com outra ideia, os outros com outra ideia, 10 dias de férias, sem treinar... Juntar isso tudo leva um tempo. Então acho que esses 10 dias foram muito importantes para nós recuperarmos um pouco o nível que demonstramos numa primeira fase e queríamos voltar a demonstrar. Os jogadores estão de parabéns por conseguir esquecer o que passou em termos de seleção e voltar outra vez ao Flamengo. É isso que nós pretendemos, voltar a crescer. Sabemos que, daqui a três dias, temos mais um jogo importante para nós no Mineirão. O campeonato (brasileiro) é muito importante para nós. Temos que assumir a responsabilidade de jogar para ganhar porque o Flamengo só vive de vitórias, não vive de outros resultados.
Possibilidades no elenco do Flamengo
- Produzimos muitas chances. Bom, é aquilo que eu acredito do futebol, não é? Eu já falei sobre a posse de bola estéril, sobre ficar rodando a bola para um lado, para o outro, e a equipe do adversário não ter problema nenhum em vez de jogar. Eu acho que a posse de bola serve para criarmos dificuldades aos adversários. Com certeza, quando temos a bola, não vamos correr atrás da bola. Mas eu prefiro criar mais situações de gol, mesmo tendo que correr algumas vezes mais atrás da linha da bola. Por isso é que temos um elenco, não é? Se durar 60 minutos, depois temos. Hoje trocamos três, duas, com 64 minutos. Depois trocamos mais duas. No último jogo contra o Mirassol, começamos a trocar ali para manter a intensidade. Fizemos as trocas, estávamos 2 a 0, passamos logo para 4 a 0 e 5 a 0. E é isso o elenco, não é? Porque a gente não precisa poupar jogadores, porque temos suplentes que podem entrar e fazer tão bem. E também dar oportunidade, porque todo mundo que está no Flamengo quer jogar.
Queda de rendimento no início do segundo tempo
- O Cruzeiro na primeira parte não esteve no seu nível, isso é unânime, tanto que o próprio treinador disse. É uma equipe que apresenta muito mais do que apresentou. Na segunda parte, assumir mais a responsabilidade do jogo. Nós tivemos alguma dificuldade de pressioná-los e falhamos alguns passes na nossa primeira construção, demos um pouco do domínio, durante 10 minutos, ao adversário. Mesmo gritando, "sobe linhas", os jogadores não conseguiam. Também temos uma equipe do outro lado que joga futebol, não é contra leigos. O importante foi que sofremos o gol e depois fomos nos endireitando. O Cruzeiro teve um pouco de posse, mas não conseguiu entrar na nossa fortaleza. Por exemplo, não lembro o Rossi fazendo grandes defesas. Nós tivemos duas com Paquetá, com Evertton, tivemos várias possibilidades de fazer o terceiro gol. Foi uma vitória merecida. Eu vi a felicidade nas pessoas que vieram no estádio pela qualidade do jogo que produzimos
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