• Terça, 11 de Agosto de 2026

Com obras iniciadas, Rota da Celulose tem seis frentes com sistema pare e siga

Intervenções começaram em 5 rodovias e incluem recuperação do asfalto; 13 bases também estão em construção

ANDERSON VIEGAS / CAMPO GRANDE NEWS


Máquinas trabalham na recuperação do pavimento em trecho da Rota da Celulose; obras ocorrem em cinco rodovias de MS (Foto: Caminhos da Celulose/Divulgação)

Seis frentes de obras estão em andamento nos 870 quilômetros da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, com operações de pare e siga, desvios e interdições temporárias. Os trabalhos começaram em 31 de julho e atingem trechos das BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

As intervenções incluem fresagem e recomposição do pavimento, aplicação de micropavimento e operações de tapa-buracos. Para acelerar os trabalhos, a extensão da concessão foi dividida entre seis empresas contratadas, cada uma responsável por determinados trechos.

  • Leia Também
  • Construtora pede licença para instalar usina de asfalto na Rota da Celulose
  • Governador quer que Imasul assuma licenciamento de rodovias da Rota da Celulose

Com as equipes trabalhando simultaneamente, usuários podem encontrar pontos com operações de Pare e Siga, desvios e interdições temporárias. As restrições são adotadas de acordo com a necessidade de cada obra.

A orientação aos motoristas é reduzir a velocidade ao se aproximar das frentes de trabalho, respeitar a sinalização e as determinações das equipes, manter distância segura do veículo à frente e evitar ultrapassagens nos locais sinalizados.

Segundo a concessionária, os trabalhos são acompanhados por empresas especializadas em supervisão e gerenciamento e contam com ensaios tecnológicos e laboratórios voltados à pavimentação. O tipo de intervenção varia conforme as condições encontradas em cada trecho.

'A recuperação do pavimento é uma das etapas fundamentais para elevar a qualidade da infraestrutura rodoviária. Cada intervenção é planejada a partir das características do trecho e acompanhada tecnicamente para garantir que os serviços atendam aos padrões estabelecidos pela concessão', afirma o presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.

A expectativa é que a recuperação reduza irregularidades no pavimento, melhore as condições de rolamento e aumente a segurança e o conforto para quem utiliza as rodovias.

Bases de atendimento

Além das intervenções no asfalto, a concessionária iniciou a implantação de 13 unidades do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário). As estruturas ficarão distribuídas ao longo da BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338.

As obras estão em diferentes etapas, com serviços de terraplenagem, compactação do solo e preparação dos terrenos. Há trabalhos, por exemplo, na MS-040, em Santa Rita do Pardo, e na MS-338.

Quando concluídas, as unidades funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana. Os espaços terão sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos para recarga de veículos elétricos.

Também servirão como bases para ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e outros equipamentos utilizados pela concessionária.

Integradas ao CCO (Centro de Controle Operacional), as unidades vão atuar no atendimento de acidentes, panes mecânicas, veículos parados, animais na pista, obstruções e outras ocorrências.

A construção das 13 bases deverá ser concluída até o fim de 2027. Os serviços de atendimento aos usuários, porém, começam antes. A previsão é iniciar em outubro deste ano o atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato.

'As estruturas de atendimento ao usuário fazem parte de uma transformação mais ampla da concessão. A recuperação das rodovias, aliada à implantação das bases operacionais, permitirá oferecer mais segurança, conforto e agilidade no atendimento aos usuários', afirma De Donno.

O que é a Rota da Celulose

A Rota da Celulose é uma concessão criada para modernizar a infraestrutura rodoviária das regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, corredor que ganhou importância com a expansão da indústria de celulose e também é utilizado para o transporte da produção agropecuária.

O sistema tem 870 quilômetros e reúne trechos das MS-040, MS-338 e MS-395 e das rodovias federais BR-262 e BR-267. A malha conecta importantes polos produtivos do Estado e municípios como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas e Bataguassu.

A concessão foi assumida pela Caminhos da Celulose por um período de 30 anos, a partir de contrato firmado em 6 de fevereiro de 2026.

Ao longo do período estão previstos R$ 10,1 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e melhorias na infraestrutura rodoviária e R$ 3,2 bilhões aos custos de operação da malha concedida.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.