Esportes
Árbitro é vítima de racismo e deixa partida para prestar queixa na delegacia no Paulista Sub-15
Marcos Roberto de Jesus Nunes foi chamado de "macaco" por torcedor, que foi identificado e detido
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
O árbitro Marcos Roberto de Jesus Nunes deixou a partida entre Votoraty e Referência, pelo Campeonato Paulista Sub-15, no intervalo para prestar queixa na delegacia após ser vítima de racismo por parte de um torcedor (veja no vídeo acima).
O juiz foi informado pela delegada da partida que um torcedor o teria chamado de "macaco" ao fim do primeiro tempo, quando o Referência vencia por 2 a 0. A partida terminou com o placar de 3 a 0 para os visitantes no estádio Domênico Paolo Metidieri, em Votorantim.
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Outras testemunhas confirmaram o episódio e acionaram a Polícia Militar, que identificou o torcedor. Na volta do intervalo, o árbitro sinalizou a abertura do protocolo antirracista e deixou a partida para prestar queixa na delegacia da cidade. Ele foi substituído pelo quarto árbitro, que conduziu o segundo tempo do jogo.
Vítima e acusado foram encaminhados para a delegacia, onde foi feito um boletim de ocorrência. O agressor foi qualificado pelo crime de racismo, que prevê de dois a cinco anos de prisão, e responderá em liberdade.
Marcos Nunes se manifestou sobre o caso em seu perfil em uma rede social. Veja o relato dele:
O Votoraty, a Prefeitura de Votorantim e a Federação Paulista de Futebol (FPF) também se pronunciaram sobre o episódio. Veja abaixo:
Nota do Votoraty
Nota da Prefeitura de Votorantim
Nota da FPF
A Federação Paulista de Futebol lamenta e repudia os casos de injúria racial e homofobia relatados nas partidas entre Votoraty e Referência e São Bernardo FC e Rio Branco, válidos pelo Campeonato Paulista Sub-15 e Sub-17, respectivamente, na manhã deste sábado, 1º de agosto.
O protocolo do Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista foi acionado pelas equipes de arbitragem e as ocorrências foram devidamente registradas.
A FPF acompanhará a apuração dos fatos junto a todos os envolvidos e às autoridades competentes.
A Federação reforça que não compactua com qualquer forma de racismo, homofobia, discriminação ou violência e seguirá trabalhando para que o futebol paulista seja um ambiente de respeito e inclusão.
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