Esportes
Clube de Gramado investe R$ 30 milhões em estádio multiuso de olho no cenário nacional
Gramadense, de cidade que recebe quase 8 milhões de turistas no ano, prepara arena com campo sintético padrão Fifa e estrutura voltada para grandes eventos
GLOBOESPORTE.COM / ESTHER FISCHBORN
Uma arena multiuso moderna, com gramado sintético certificado pela Fifa (selo Quality Pro), fruto de um investimento que já se aproxima de R$ 30 milhões. Esse será o novo estádio do Gramadense, clube da segunda divisão do futebol gaúcho, sediado na turística cidade de Gramado.
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Conhecida pelo Festival de Cinema, parques temáticos e espetáculos de Páscoa e Natal, Gramado recebe turistas o ano todo. Só em 2025, foram 7,9 milhões de visitantes de 72 países diferentes. Em 2023, bateu recorde ao atingir 8 milhões.
Porém, um lado talvez pouco conhecido seja o clube da cidade, quase centenário e que sonha em alcançar a elite do futebol estadual. Criado em 1929, o Gramadense atuou por décadas no futebol amador, mas decidiu seguir o caminho da profissionalização em 2022.
A equipe está na final da Copa da Federação Gaúcha de Futebol e faz o jogo de volta nesta quinta-feira. Na ida, venceu o Brasil de Pelotas por 1 a 0, como mandante em Porto Alegre. O campeão garante vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. Além disso, o Gramadense participa da Série A2 do Gauchão, que inicia em agosto.
Veja também: + Projeto para transformar estádio abandonado há 19 anos em autódromo oval dá novo passo
A nova arena é a principal aposta para essa mudança de patamar. O espaço foi projetado como um complexo multiuso, preparado tanto para jogos quanto para grandes eventos.
– Já é certo que esse ano o Gramadense estará treinando e fazendo eventos no seu estádio. Será uma arena multiuso, ou seja, um estádio de futebol, mas também foi desenhada para ser a principal arena de eventos em Gramado – explica Lucas Roldo, diretor do clube.
O campo contará com gramado sintético com selo Fifa Quality Pro, semelhante ao do estádio Nilton Santos, do Botafogo, pensado para suportar uso intensivo ao longo do ano.
Além de arquibancada coberta com capacidade para até cinco mil torcedores, o projeto inclui camarotes, áreas corporativas e espaços internos adaptáveis a diferentes tipos de eventos.
– Fechamos com uma ticketeira, que é parceira do Gramadense também, que adiantou um valor de bilheteria. Então o Gramadense vem trabalhando para a arena potencializar o departamento de futebol do clube, mas também a arena vai ser o grande captador de recursos para dentro do projeto hoje – explica Roldo.
O investimento é integralmente do clube, viabilizado, em parte, por meio de permuta. A área total soma 15 hectares e foi planejada para expansão gradual. Nesta primeira fase, será voltada ao futebol, mas há previsão de ampliação das arquibancadas e até a construção de um hotel.
– A obra física começou em 2021, em meio à pandemia, e não é uma obra que vai ficar totalmente pronta esse ano. Tem condição de expansão da arquibancada atrás dos dois gols e no lado oposto. O que vai acabar esse ano é a parte do futebol, vestiários de arbitragem, sala de VAR, vestiário de todas as equipes, fisioterapia – explica o diretor.
O estádio tinha previsão de inauguração para 2024, mas atrasou em virtude da tragédia climática no Rio Grande Sul. No momento, o clube realiza os últimos ajustes para a instalação do gramado.
O clube
Desde a profissionalização, o clube construiu um modelo baseado no desenvolvimento local. Hoje, cerca de mil crianças participam de iniciativas gratuitas ligadas ao Gramadense, entre projetos sociais e categorias de base, com atividades realizadas em parceria com o poder público municipal.
Em pouco tempo, o clube passou a disputar a Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho e a se estruturar para voos mais altos. O novo estádio é visto como peça central nesse planejamento.
– O Gramadense pensa, até o centenário, estar consolidado na primeira divisão do futebol gaúcho. Também vamos usar o estádio para acelerar esse processo do futebol e quer receber grandes jogos aqui – projeta Lucas Roldo.
Além do desempenho esportivo, o clube aposta em um modelo de gestão próximo ao de empresas, com controle financeiro rigoroso e geração de receitas próprias. A arena, nesse contexto, surge como principal ativo para garantir sustentabilidade.
Leia mais


Primeira página
Coronel Sapucaia
Morador encontra jararaca, serpente que mais causa acidentes no País

