• Quinta, 16 de Julho de 2026

Franclim elogia jovens do Botafogo após vitória e diz que ainda conta com Danilo

Veja como foi a entrevista coletiva do técnico alvinegro depois da vitória por 2 a 1 sobre o Santos, no Nilton Santos

GLOBOESPORTE.COM / LETíCIA MARQUES


Franclim Carvalho e Kadir na partida entre Botafogo e Santos — Foto: Alexandre Durão

Com um gol no apagar das luzes, o Botafogo venceu o Santos por 2 a 1 na noite desta quinta-feira no Nilton Santos, na volta do Campeonato Brasileiro depois da pausa para a Copa do Mundo. Após a partida, o técnico Franclim Carvalho admitiu que o time perdeu o controle no segundo tempo e comemorou bastante o resultado.

+ Atuações do Botafogo: Kadir e Lucas Emanuel garantem vitória

- Como já aconteceu no outro jogo, já ganhamos no final e já perdemos no final. Perdemos o controle do jogo no segundo tempo, contra a minha vontade, obviamente. Nós criámos muitas chances, o adversário também teve chances. Em sequências de bola parada, que é um momento do jogo, mas teve. Exceto aquela do primeiro tempo, do Miguelito, de uma desatenção ali na primeira fase e o Léo (Linck) defende para a trave. As outras oportunidades que me lembro do adversário são por bola parada, assim que nós sofremos até o gol.

- Mas recordo-me que tivemos chances para fazer o segundo gol. O Medina acho que já estava 1 a 1 quando tem aquela chance, depois temos a do Kauan, do Kadir... O mais importante hoje era ganhar depois do trabalho que fizemos nestas últimas semanas. Era importante começar este segundo semestre com uma vitória. Gostei da entrega e da intensidade dos jogadores, da disponibilidade, que foi total, e acho que isso fez diferença na parte final. O reflexo disso é o segundo gol do Kadir.

Os gols da vitória foram marcados pelos jovens atacantes Lucas Emanuel, de 17 anos, e Kadir, de 18. Perguntado sobre eles, Franclim enalteceu não só a dupla, como também os vários garotos que atuaram na partida e se mostrou otimista pelo que vem observando da base alvinegra:

- O (Arthur) Cabral machucou há dois dias atrás, no joelho, e tínhamos o Lucas. Ele fez gol em todos os amistosos, mas quando é competição a sério é diferente. Ainda assim, isto é um gol à Lucas porque, se há coisa que ele tem de bom, é a capacidade de finalização. Se você me perguntar se ele fez um bom jogo, que me agradou, digo que não. Se você me perguntar se eu fiquei satisfeito com este gol, obviamente que sim, e não é qualquer atacante que faz este gol. E a questão da idade, a personalidade que o Lucas tem com 17 anos e 43 dias, não é fácil de encontrar.

- E nós acreditamos na qualidade que os atletas têm, metemos lá dentro e depois eles dão resposta ou não. O Kadir finalmente fez um gol, um gol importante para nós e para o próprio Kadir. Mas isto revela que nós temos soluções dentro de casa. Não adianta estar sempre a procurar fora, quando nós temos qualidade cá dentro. Portanto, fiquei muito satisfeito com os três pontos e com o desempenho não só dos atletas da base, mas com todos. O Marçal entrou sete ou oito minutos com o Matheus, e o Marçal é quem mete a bola nas costas, que era um momento que nós frisámos e trabalhamos durante esta semana para este jogo em específico. E o Cadir acaba por ganhar a segunda bola e faz o gol.

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Em outro momento da coletiva, Franclim Carvalho foi perguntado se ainda conta com Danilo. O volante ganhou um período de descanso depois de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo e está na mira do Palmeiras. O treinador, então, respondeu:

- Ele não está de fora por causa da possível venda. Ele está fora porque o clube entendeu dar um período de férias após a Copa do Mundo em que ele representou o nosso país. Vou dizer "nosso" porque sinto-me, em parte, brasileiro. Ele vai se apresentar ao clube no dia 20. Portanto, a partir do dia 20, se o Danilo estiver em condições físicas, eu conto com o Danilo.

Com a vitória, o Botafogo por enquanto pegou o elevador e subiu para a nona posição na tabela, com 25 pontos.

Leia outras respostas de Franclim Carvalho, técnico do Botafogo:

Mudanças no time

- Com relação aos zagueiros, (mudei por) conforto, apenas isso. Dos dois. Os dois são pés direito. Ainda assim, o Justino fez um grande jogo. E, com bola, tem mais conforto com a direita. E o Ferraresi tem menos desconforto na esquerda do que tem o Justino. Eles vinham jogando assim, o Justino à esquerda e o Ferraresi à direita, quando jogavam juntos. Mas nós entendemos, após essas três semanas, que eles se sentem mais confortáveis assim. E a própria equipe também.

- Quanto aos pontas, nós tínhamos o Montoro fora com três amarelos, o Cabral e o Villa têm o entendimento muito bom para procurar esse espaço entre linhas. Com a ausência do Cabral, o Lucas não tem essas características. Nós procuramos uma coisa diferente, tivemos pouca ligação por dentro, principalmente no primeiro tempo. Com a entrada do Santi, procuramos isso, ele conseguiu desbloquear. Foi só nesse sentido. Agora contra o Vitória, vamos ver se vamos com Villa e Matheus, se Santi joga... Temos algumas opções com características distintas. Gostei muito do jogo do Villa hoje, para mim foi o melhor jogo dele desde que chegamos.

Planos para os próximos meses, principalmente falando de janela

- As pessoas com quem eu falo diariamente são Léo Coelho, setenta vezes por dia (risos), Bruno do scout, e o Eduardo, com quem eu não falo diariamente, falo semanalmente. São as pessoas a quem eu me reporto, a quem eu recorro quando tenho questões e que me dão conhecimento da situação. Portanto, para nós internamente não mudou nada. Eu disse desde o primeiro dia que cheguei que a nuvem que pairava no ar não poderia nos afetar. Acho que os atletas têm dado uma resposta como homens, é isso que nós procuramos. E que assim permaneça. Portanto, se perguntar para mim, tem zero interferência.

Qual seu conhecimento sobre Domingos?

- Eu conheço muitos jogadores porque vejo muitos jogos de futebol, portanto conheço o Domingos. Não sei se está para chegar o Domingos, o sábado, a segunda-feira (risos)... porque o mercado internacional está fechado. A partir do dia 20, se quiserem, podemos falar sobre isso. Agora não me parece que faça sentido.

Você pediu um jogador que quebre linhas, que seja bom no um contra um?

- O Botafogo não foi meu em 2024 e nem é meu em 2026, o Botafogo é de todos nós (risos). Nós já tivemos jogos em que jogamos com quatro atacantes, jogo em que jogamos com o Montoro ali, com o Santi ali. Como eu disse, depende do que nós procuramos no jogo. Lembro que o Villalba teve cinco ou seis jogos sem jogar conosco, chegou a não ser relacionado pelo limite de estrangeiros. Felizmente, temos jogadores com características de profundidade, temos jogador com características de espaço entre linhas. Portanto, vou usar uma expressão portuguesa, não vamos passar fome por ali. Não é preciso fazer pedidos.

Por que o Botafogo se abate tanto quando sofre gols?

- Todas as equipes, quando sofrem gols, é normal que o adversário galvanize, e quem sofre fique um pouco para baixo. Por vezes, é o subconsciente, nós não controlamos isso. A juventude que temos em campo pesa, a minutagem ou a falta dela, a esse nível em que estamos de Brasileiro, pesa. É normal que nós tivéssemos quatro ou cinco minutos ali "abananados", um pouco perdidos, desculpem a expressão. Mas depois nos encontramos e tentamos carregar, fisicamente estávamos bem. Trocamos os laterais por causa disso mesmo, porque queríamos dar mais andamento por fora. Estávamos mastigando muito o jogo nessa parte final e eu queria que a bola chegasse mais ao Santi. Acabamos por fazer o segundo gol. Acho que é normal pela juventude, vai ser menos normal com o decorrer dos jogos e a minutagem desses atletas.

Quatro atacantes; dificuldade recente na transição defensiva

- Não é porque vou jogar com quatro atacantes que estarei mais ou menos posicionado. Se eles cumprirem as tarefas taticamente. O Lucas e Kauan no primeiro tempo tiveram uma preocupação grande para encontrar o gatilho ao timing de pressão que nós queríamos.

- O adversário, em ataque posicional, organizado, mas não lembro de nenhuma chance do adversário. Posso estar enganado. Tem o lance que o Matheus (Martins) perde a bola, depois tiveram três ou quatro no segundo tempo em sequência de lances de bola parada. No final do primeiro tempo, chamei a atenção do Hugo porque estávamos arriscando cruzamentos.

- Sobre o segundo ponta, Matheus foi exímio nisso defensivamente. Villa foi o jogo que mais gostei dele, mas defensivamente não esteve bem, mas vai melhorar. Isso dá conforto à equipe, à zaga e ao volante. Quando começamos com quatro atacantes, não quer dizer que seremos mais ou menos equilibrados se cumprimos com as nossas tarefas. O Matheus cumpriu muito bem, o Villa nem tanto.

Jogo diferente do Matheus Martins. Quer usá-lo mais como meia ou ponta?

- Nós procuramos pedir aos nossos pontas que tenham conforto para jogar por dentro. Matheus gosta de receber a bola aberto e ir para o um contra um. Nós pedimos ao Matheus para estar no espaço por dentro que causa mais dificuldade ao adversário. E ele é forte na decisão, para chutar em gol, capacidade de aceleração que aprecio. Hoje era o volante que estava apoiando o Matheus, e eu disse que ele e Alex precisam começar a trocar posição. Eles precisam de conforto e interpretar cada posição dentro do que nós queremos. Para mim, não teve bem esse espaço entrelinhas porque nós ligamos pouco. Foi muito bola longa. Não encontramos muitas vezes o Matheus ou tantas vezes como preferíamos.

Gostou da atuação do Santi?

- Não começou porque quem decide é o treinador. Gostei da entrada do Santi, já falei qual era a ideia de quanto temos o Santi, de ter muita mobilidade com a bola vinda de trás. Gostei da entrada dele. Eu não vou dar oportunidade, ele é quem tem que dar. Poderia ter começado o jogo, mas entrou e eu gostei muito. Vamos ver para a semana, mas tenho gostado do trabalho do Santi. Gostamos de jogar assim (quatro atacantes) e depois mudar as características dos nossos jogadores.

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