• Terça, 07 de Julho de 2026

Governo vai exonerar servidores investigados pelo Gaeco por corrupção

Segundo nota, o Estado ainda instaurou auditoria dos procedimentos

FERNANDA PALHETA / CAMPO GRANDE NEWS


Equipes do Gaeco estiveram no Core (Complexo Regulador Estadual), localizado na Avenida Afonso Pena, no Centro

O governo do Estado vai afastar ou exonerar os servidores alvos da Operação Gutenberg, deflagrada na manhã desta terça-feira (7), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.  O órgão investiga a suspeita de fraude em contratos de livros paradidáticos e também apura a influência de servidores na regulação da saúde para beneficiar ou pressionar municípios envolvidos no esquema.

Em nota, a administração estadual informou que mantém contínuas ações de compliance e transparência. 'Como padrão de conduta em todos os casos sob investigação já determinou o afastamento e/ou a exoneração dos servidores envolvidos', diz o documento.

Ao todo 16 mandados de prisão expedidos contra o grupo investigado, entre eles pelo menos dois são servidores estaduais: o coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Carlo Britto Burgatt; e o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Junior Vasconcelos, lotado na Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e foi cedido para a Assembleia Legislativa para atuar no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP) este ano.

Em nota o governo ainda afirmou que a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Controladoria-Geral do Estado vão acompanhar as diligências policiais, além de instaurar auditoria dos procedimentos investigados.

Investigação - A Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira pelo Gaeco, apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos para compra de livros paradidáticos.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação mira uma organização formada por empresários e servidores públicos, suspeita de direcionar contratos por inexigibilidade de licitação e distribuir valores entre empresas e pessoas usadas para ocultar a origem do dinheiro. Além da compra de livros, o Gaeco apura possível atuação do grupo na saúde pública, com uso de influência sobre exames, cirurgias e vagas em hospitais para pressionar ou beneficiar municípios ligados ao esquema.

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