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Análise: no caminho do Brasil, Inglaterra sofre contra Congo, e Azteca amplia riscos
"English Team" enfrentará o embalado México, que será empurrado por 80 mil pessoas no estádio, pelas oitavas de final. Jogo define rival da seleção brasileira ou da Noruega
GLOBOESPORTE.COM / LEONARDO LOURENçO
A Inglaterra sofreu bem mais do que o esperado para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo. Contra a República Democrática do Congo, em Atlanta (EUA), nesta quarta-feira (1º), ficou atrás do placar por cerca de 70 minutos, passou a maior parte do tempo apostando em cruzamentos para a área e mostrou uma defesa desguarnecida em contra-ataques.
A classificação só veio a cinco minutos do fim do tempo regulamentar. Harry Kane, outra vez, assumiu o papel de protagonista do time. Ele primeiro empatou, de cabeça, aos 29 minutos do segundo tempo – o Congo tinha marcado no começo da partida. Kane, depois, fez ótima jogada dentro da área rival e marcou um golaço para virar o placar.
Agora, os ingleses enfrentam o México no próximo mata-mata. E os riscos são bem mais evidentes.
Os mexicanos estão embalados, venceram os quatro jogos que fizeram e não tomaram um gol sequer. Para piorar, jogam outra vez no Estádio Azteca, uma fortaleza com 80 mil pessoas onde o time anfitrião jamais foi derrotado Copas.
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O primeiro tempo foi um terror para a Inglaterra em Atlanta. Uma falha de Spence, que não conseguiu cortar um cruzamento da direita, permitiu que Cipenga entrasse na área de Pickford sozinho para abrir o placar para o Congo. Com só sete minutos de jogo.
Nem os africanos esperavam algo do tipo, tão cedo. Se a expectativa era de que metessem uma retranca na partida, ela se confirmou assim que a bola foi recolocada em jogo. Com um muro azul em frente ao gol congolês, a Inglaterra mostrou poucas ferramentas para sair daquela situação.
Até a parada para hidratação, praticamente nada aconteceu. Depois, Tuchel botou os dois laterais para avançar e começou a pressionar o rival pelo alto.
Uma boa chance, num cabeceio de Bellingham, foi defendida pelo goleiro Mpasi – que se tornaria um dos personagens do jogo.
Kane, até então apagado, protagonizou uma das polêmicas da partida. Num longo lançamento, apareceu em boa condição na área do Congo e caiu ao dividir com o goleiro. O árbitro Adham Makhadmeh, da Jordânia, fez o gesto de que o inglês havia se jogado – e teve o apoio do VAR na decisão. No último lance do primeiro, Kane finalizou à queima-roupa, mas Mpasi defendeu.
Muito pouco mudou no começo do segundo tempo. A Inglaterra, que voltou com o mesmo time, continuou pressionando. Rashford teve boa chance, mas finalizou para fora – e ouviu vaias do estádio.
Tuchel mexeu no time pouco depois, com Saka e Gordon nas vagas de Madueke e Rashford – alvo, outra vez, da torcida.
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A estratégia finalmente funcionou aos 29 minutos do segundo tempo. Num lance em que a bola cruzou a área do Congo por duas vezes, e num raro cochilo da defesa, Kane se deslocou, fugiu da marcação, e empatou de cabeça – o quarto gol dele na Copa. Mpasi, dessa vez, não pode evitar.
A virada veio pouco depois, outra vez com Kane. O atacante do Bayern recebeu na área, girou e acertou um chutaço no ângulo de Mpasi.
Um alívio para os ingleses que encheram o estádio de Atlanta. Pelo menos até a bola rolar no histórico Azteca.
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