Esportes
O Brasil visto de cima: virada tem Vini e Rayan de volta às pontas e 27 cruzamentos na área do Japão
Seleção aluga campo japonês e preenche último terço com avanço de Casemiro e Bruno Guimarães; veja, pela câmera do alto, a tática para vencer a partida
GLOBOESPORTE.COM / RAPHAEL ZARKO
O sufoco passou. O Brasil está classificado para as oitavas de final — depois de vitória nos acréscimos de 2 a 1 sobre o Japão, nesta segunda-feira. Nesta terça, Carlo Ancelotti e seus comandados vão conhecer o adversário entre Noruega e Costa do Marfim.
Mas o drama contra o Japão traz elementos novos para a equipe brasileira: a variação de jogadas e de sistema. "O Brasil visto de cima" volta o olhar para o segundo tempo da Seleção. O da pressão incessante. O Japão se protegeu praticamente por 50 minutos à artilharia brasileira.
Felizmente, não resistiu. Com nove e até 10 quase o tempo todo atrás da linha da bola, o Brasil de Ancelotti precisou de paciência contra a retranca. E insistiu nas bolas na área. A maioria delas por cima. O ge contou 27 cruzamentos durante todo o segundo tempo . É mais do que o total de cruzamentos da Argentina nos três jogos da primeira fase, 21.
+ "O Brasil visto de cima" contra Marrocos: o buraco e os escapes de Vini + "O Brasil visto de cima" contra Escócia: como Rayan se encaixou no time
Na segunda etapa, alterações foram fundamentais para mudar a disposição do jogo. No segundo tempo, Endrick substituiu o lesionado Lucas Paquetá. Aos 20, Gabriel Martinelli, que seria um dos heróis da partida, entrou. As mudanças foram fundamentais para "povoar" a área japonesa.
Mais: se no primeiro tempo, Vini Jr., principalmente, fechava pelo meio da defesa adversária, com Douglas aberto, no segundo tempo ele voltou a ser o ponta e "pisar" na linha lateral. Rayan, do outro lado, fez o mesmo.
Lucas Paquetá tem lesão constatada e está fora das oitavasRaphinha vai a campo em treino, mas Seleção tem cautela
Com a bola, o Brasil sufocava o Japão e Casemiro e Bruno Guimarães ia ganhando a área adversária aos poucos. Danilo e Douglas Santos também dobravam com Rayan e Vini. Os zagueiros brasileiros se aproximavam para buscar espaços do melhor cruzamento.
Foi assim que Casemiro em dois minutos quase marcou na primeira chance e empatou na segunda . Antes, Bruno já havia cabeceado com muito perigo. Repare no quadro dos lances.
Veja a tabela da Copa do MundoSimule os resultados da Copa do Mundo
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
Como o gol nasceu
Casemiro precisou de duas chances para marcar. Bruno teve uma boa oportunidade. Vini Jr. tentou uma fazendo fila. Outra, buscou o ângulo. Endrick finalizou encaixotado na marcação, em cruzamento rasteiro de Vinicius. O Brasil buscou o gol de diversas maneiras.
Em nenhuma das três partidas anteriores, o Brasil tentou tanto o gol. Veja os números da Fifa:
Marrocos: 12 finalizações do BrasilHaiti: 7 finalizações do BrasilEscócia: 14 finalizações do BrasilJapão: 19 finalizações do Brasil (11 delas no segundo tempo)
No vídeo do "Brasil visto de cima" são 10 cruzamentos até o 11º — pelo pé esquerdo de Douglas Santos — encontrar Casemiro infiltrando na área japonesa. Além de preencher a área, o Brasil foi aproveitando rebotes ao longo da segunda etapa.
Foi numa delas que Martinelli recebeu na entrada da área. Tentou o chute depois de dominar, mas a bola saiu sem direção, para fora. O atacante do Arsenal foi premiado mais tarde em mais um lance de clarividência de Bruno Guimarães, o maior assistente da Copa do Mundo.
A jogada é retrato do segundo tempo do Brasil:
O Brasil toca a bola por 1 minutoDanilo infiltra depois de receber passe de Rayan, este bem abertoEndrick receba a bola na entrada da áreaRayan pressiona e ganha e depois encontra Bruno na entrada da áreaO passe sai perfeito para os dois toques decisivos de Martinelli. Domínio de esquerda e gol de direita



