• Quinta, 25 de Junho de 2026

MS está entre os 10 estados que mais usam drones no agronegócio

Ao todo, são 138 registros ativos, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária

IZABELA CAVALCANTI / CAMPO GRANDE NEWS


Drone voando baixo sobre uma área agrícola em Mato Grosso do Sul (Foto: João Carlos Castro/Famasul)

Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a 9ª posição no ranking nacional de estados com maior número de empresas e operadores que utilizam drones na área rural. Ao todo, são 138 registros ativos, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, o Estado conta com 228 aeronaves remotamente pilotadas.

O levantamento mostra que o estado acompanha uma tendência crescente de modernização no agronegócio brasileiro. Na liderança está São Paulo, com 425 registros, seguido por Mato Grosso (375), Minas Gerais (355), Santa Catarina (257), Rio Grande do Sul (240), Espírito Santo (214), Paraná (212) e Roraima (153).

  • Leia Também
  • Monitoramento por drone avança além do agro e chega à segurança de condomínios
  • IFMS oferece cursos de inteligência artificial, drones e criação de aplicativos

A chamada 'agro 4.0', marcada pela digitalização e uso de tecnologias como drones, sensores e inteligência de dados, já é uma realidade em diversas propriedades rurais sul-mato-grossenses. O uso dessas ferramentas tem proporcionado ganhos significativos de produtividade, redução de custos e otimização do tempo dos produtores.

Na visão da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Mato Grosso do Sul reúne fatores que favorecem a adoção acelerada da tecnologia.

“Grandes extensões de lavoura mecanizada, expressiva atividade pecuária, redução de custo operacional em relação à pulverização aérea convencional, e uma rede de capacitação técnica consolidada e estruturada principalmente pelos Sindicatos Rurais em parceria com o Senar/MS, capaz de formar operadores em ritmo compatível com a demanda do setor', pontuou em nota.

Ainda de acordo com a entidade, a utilização de drones se consolidou como ferramenta de apoio à gestão e ao monitoramento da produção rural. O equipamento permite identificar pragas e falhas de plantio, acompanhar o desenvolvimento da cultura, medir áreas de talhões, mapear relevo e uso do solo, e realizar a aplicação aérea de defensivos agrícolas com maior precisão.

A expansão se exemplifica por meio de cursos ofertados nessa área. Desde janeiro de 2022 até 2026, o Senar-AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizou 1.220 turmas de capacitação em 72 municípios, alcançando 91% do território estadual.

Em 2025, último ano com dados completos, foram promovidas 371 turmas. Já em 2026, até 18 de junho, foram realizadas 201 turmas, mantendo um ritmo que pode superar o resultado alcançado no ano anterior. Ao longo de todo o período, a média foi de aproximadamente uma turma por dia útil.

Mudança - O Ministério da Agricultura e Pecuária passou a normatizar essas operações em setembro de 2021, com a publicação da Portaria nº 298.

A norma estabelece regras para a operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Com isso, os dados oficiais disponíveis consideram apenas o período posterior à entrada em vigor da regulamentação.

A portaria também determina critérios técnicos e profissionais para a atuação no setor. Entre eles, a exigência de um operador qualificado com curso específico, denominado aplicador aeroagrícola remoto.

Em determinadas situações, é obrigatória ainda a presença de um responsável técnico, como engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, que deve coordenar as atividades.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.