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Radar do Brasil: veja o que os duelos entre possíveis adversários deixam de pistas para Ancelotti
Holanda, Japão, Suécia e Tunísia são as seleções do Grupo F, que faz o cruzamento com a equipe brasileira
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Em caso de classificação para a segunda fase da Copa do Mundo, o Brasil vai enfrentar uma equipe do Grupo F. Holanda, Japão, Suécia e Tunísia são os possíveis adversários da seleção brasileira. O ge destaca pontos fortes e fracos depois da primeira rodada da Copa.
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Holanda
Comandada por Ronald Koeman, a defesa da Holanda penou nos cruzamentos na defesa. Embora tenha Van Dijk (1,95 m), Van Hecke (1,89 m) e Van de Ven (1,93 m), sofreu o empate na reta final em uma cobrança de escanteio.
A equipe japonesa conseguiu algumas boas chances com a bola parada. O Japão empatou o jogo com Kamada. Ogawa subiu livre para cabecear e contou com o desvio do meia para deixar tudo igual. A própria equipe holandesa reclamou da falta de atenção em lances cruciais do jogo.
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Por outro lado, o ponto forte da Holanda é o setor do lado direito de ataque, por onde saíram os dois gols da seleção. Nos dois momentos, inclusive, teve a participação de Gravenberch. O meia apareceu bem pelo setor junto com Summerville, que foi o autor do segundo gol. O primeiro foi marcado por Van Dijk após cruzamento do companheiro de Liverpool.
Outros dois destaques do ataque holandês foram Gakpo e Malen. O jogador da Roma foi bastante acionado ao longo da partida e teve chances de marcar, mas acabou parando em boas defesas do goleiro Suzuki. Gakpo criou algumas oportunidades, principalmente no início do primeiro tempo.
Japão
O confronto com a Holanda mostrou algumas falhas defensivas da equipe japonesa. O time holandês encontrou muitos espaços pelo lado esquerdo da defesa do Japão, que foi por onde saíram os gols.
Os japoneses jogam com um 3-4-3 e exploram muito os lados do campo. Seleções com velocidade nas pontas podem aproveitar espaços deixados nas alas. Doan, na direita, e Nakamura, na esquerda, não são laterais de origem. A ideia do técnico Hajime Moriyasu é ter os dois recuados como forma de apoiar outros jogadores de maior velocidade na frente.
Maeda, na esquerda, se destaca pela velocidade e pelo faro de gol. Do outro lado, Kubo impressiona com a habilidade. Kubo, porém, saiu machucado e mancou após o jogo.
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Apesar de focar no jogo pelas pontas, a seleção japonesa não abandona o meio de campo. Kamada, jogador do Crystal Palace, assumiu a vaga do capitão Endo, cortado por lesão, e controla o setor. Os japoneses atuaram de forma mais reativa e souberam aguentar a pressão holandesa.
Suécia
O empate entre Holanda e Japão é interessante para a Suécia, considerada a terceira força do grupo antes do início da Copa do Mundo. Os suecos estrearam jogando bem e goleando por 5 a 1 a Tunísia.
O brilho da Suécia está todo na dupla de ataque. Isak, atacante do Liverpool, fez boa partida contra a Tunísia e lembrou os tempos de Newcastle. Nesta temporada, sofreu com lesões e ficou longe de se destacar. Muito alto (1,92 m), é veloz e técnico.
Se Isak não fez boa temporada, Gyokeres não pode dizer o mesmo. O artilheiro da máscara brilhou pelo Arsenal e mostrou o faro de gol contra a Tunísia. Ele e Isak trocaram assistências nos gols de cada um. Poucas coisas se destacam na Suécia além do ataque.
Ali, lateral-esquerdo, é uma peça interessante para o segundo tempo. Veloz, bagunça defesas e cria no ataque, mas não é a primeira opção do técnico Graham Potter. Vale destacar também o meia Ayari, que marcou dois golaços em chutes de fora da área.
Defensivamente, a Suécia deixa espaços e falha em encaixes de marcação. Rekik marcou para a Tunísia ao subir com espaço na área para fazer de cabeça. É um meio de campo que não cria muito e depende da inspiração dos atacantes.
Tunísia
Os tunisianos mostraram que estão bem abaixo dos três adversários do grupo. Apresentaram pouco de positivo. Apesar de ter entrado com um time bem defensivo, a Tunísia foi frágil na defesa, cometendo erros individuais e coletivos. Teve enorme dificuldade com os atacantes Isak e Gyokeres, que giraram com facilidade nos zagueiros. O meio de campo criou pouco e protegeu muito mal a defesa. Difícil que consigam passar de fase e cruzar com o Brasil.
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