• Terça, 26 de Maio de 2026

Conselho do Atlético-MG aprova aporte de R$ 530 milhões, e Daniel Vorcaro tem ações diluídas na SAF

90% do investimento servirá para quitar parte das dívidas bancárias do clube

GLOBOESPORTE.COM / ANDRé RIBAS


Reunião do Conselho Deliberativo do Atlético-MG — Foto: Atlético-MG

O Conselho Deliberativo do Atlético-MG aprovou o aporte de R$ 530 milhões para quitar parte das dívidas bancárias do clube. O valor altera a composição acionária da SAF e dilui as ações de Daniel Vorcaro - dono do Banco Master - que está preso pela Polícia Federal. Ele já estava afastado do conselho de administração.

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A reunião ocorreu presencialmente nesta segunda-feira, na Arena MRV. Somente um conselheiro se posicionou contrário ao aporte. Outra pauta votada e aprovada foram as contas da Associação, do ano passado.

O novo aporte gera um aumento de capital da SAF em R$ 436,904 milhões. Isso impacta na porcentagem de todos os sócios. Donos do aporte, Rafael Menin e Rubens Menin tiveram um aumento de 41,7% em suas ações. Veja como ficou a nova divisão da SAF:

Rubens e Rafael Menin: 41,8% - passaram para 83,5%. Associação: 25% - passou para 10%. Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro) 20,2%, Ricardo Guimarães 6,3% e o FIGA - passaram para 6,5%.

Parte deste valor - cerca de R$ 94 milhões - foi injetada via FIGA - Fundo de Investimentos e Participações Multiestratégia. O clube antecipou esse pagamento, que tinha como prazo final o dia 1º de novembro de 2026.

CEO do Atlético, Pedro Daniel disse que 90% do valor do aporte vai para o pagamento das dívidas bancárias. Os outros 10% ficam para quitar investimentos já feitos no futebol.

— Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol — disse o CEO.

O que é o FIGA?

O FIGA é uma sigla para "Fundo de Investimentos do Galo", e será o local de participações minoritárias dos torcedores. São "investidores qualificados", ou seja, que já tenham lastro em participações de fundos de investimento. A ideia era captar outros R$ 100 milhões, via emissão de cotas, na qual o valor unitário é de R$ 1 milhão.

Como o clube não conseguiu chegar ao valor, um dos donos da SAF, Rubens Menin, se comprometeu a preencher o valor restante.

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O endividamento bancário é um dos grandes problemas financeiros do clube. Hoje, a dívida está por volta de R$ 654 milhões. A ideia da SAF é atacar essas dívidas de curto prazo para ter um melhor fluxo de caixa e respiro nos investimentos feitos no futebol.

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