• Domingo, 17 de Maio de 2026

“Só estavam indo para casa”, diz família de mãe baleada e bebê morto em tiroteio

Mulher passava pela praça com os filhos quando tiros começaram; adolescente ferido também é filho dela

GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS


Ponto de ônibus onde mulher atingida estava com a criança (Foto: Juliano Almeida)

A família da mulher baleada durante o ataque que matou o filho de 2 anos, na madrugada deste domingo (17), no Jardim Noroeste, em Campo Grande, afirma que ela não participava da confusão ocorrida na conveniência momentos antes do crime e apenas passava pelo local com os filhos quando os tiros começaram.

Em mensagem enviada à reportagem, a irmã da vítima relatou que a mulher estava na praça com as crianças e seguia para casa pouco antes do atentado.

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“Eles estavam na praça com as crianças e, quando estavam seguindo para casa, pararam para comprar algo. Logo em seguida aconteceu tudo', afirmou.

Segundo a familiar, a mulher tem 41 anos, é dona de casa e mãe de três filhos. O adolescente de 16 anos baleado durante o ataque também é filho dela e segue internado em estado grave, com um projétil alojado na cabeça.

O atentado aconteceu por volta de 0h30, em frente a uma conveniência na Rua Indianápolis. O menino de 2 anos foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tiradentes, mas morreu pouco depois. A mãe foi baleada no tórax.

Conforme a investigação da Polícia Civil, o ataque aconteceu após uma briga dentro da conveniência Prime 2. A confusão envolveu Mayke Joulson dos Anjos Campos e Thayanne de Souza Lima com frequentadores do local.

Depois da discussão, o casal deixou a conveniência em uma Fiat Toro vermelha. Pouco tempo depois, segundo o auto de prisão em flagrante, Adriel Dias dos Santos e Gislaine Maria de Souza passaram três vezes em frente ao comércio usando o mesmo veículo, monitorando quem permanecia na frente do estabelecimento.

Na sequência, Mayke e Thayanne retornaram em uma motocicleta Honda Bros vermelha. Mayke estava na garupa e começou a atirar em direção às pessoas que estavam no local.

Além da criança morta e do adolescente de 16 anos baleado gravemente, outras pessoas também foram atingidas pelos disparos.

A Polícia Civil afirma que Thayanne confessou participação no crime e admitiu que sabia que Mayke retornaria ao local para se vingar das pessoas envolvidas na briga. Ela também confirmou que pilotava a motocicleta usada no ataque.

A investigação aponta ainda que Adriel e Gislaine deram apoio logístico para a execução e fuga do grupo. A motocicleta usada no atentado foi encontrada escondida na casa do casal.

Após os tiros, Mayke foi localizado escondido na casa da sogra. No imóvel, os policiais encontraram uma pistola Taurus PT 140 Pro calibre .40 apontada como arma usada no crime.

Os quatro suspeitos foram presos em flagrante por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa. A Polícia Civil pediu a conversão das prisões em preventivas e também autorização para acessar os celulares apreendidos durante a investigação.

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