Esportes
Zubeldía comenta "partidas decisivas" do Fluminense e projeta decisão na Libertadores: "Temos que ganhar"
Fluminense venceu o São Paulo por 2 a 1 neste sábado e joga pela classificação da Libertadores na terça-feira
GLOBOESPORTE.COM / GIBA PEREZ
Luis Zubeldía, técnico do Fluminense, concedeu entrevista coletiva após a vitória sobre o São Paulo por 2 a 1 no Brasileirão e comentou as "semanas de definição" vividas pelo clube. Na terça, o time carioca enfrenta o Bolívar na Libertadores com a necessidade de vencer para se classificar.
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— Temos que ganhar. Sei que vai estar lotado o Maracanã e vamos em busca do triunfo sempre com respeito ao adversário, mas com a necessidade porque para nós é muito importante ganhar. Para seguir com vida na Libertadores e jogar a segunda partida com La Guaira aqui no Maracanã. É isso que a torcida deve esperar, ganhar. Ganhar primeiro e depois pensar nos gols que faltam. Precisamos mentalizar que precisamos ser superior aos rivais e o marcador sobre todas as coisas.
O Fluminense saiu na frente do placar com gol de John Kennedy e ampliou ainda no primeiro tempo com Canobbio. O São Paulo descontou com Dória, mas não impediu a vitória do time da casa por 2 a 1.
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— Tudo é hipotético. Estatisticamente está acontecendo o que acaba de comentar (dificuldade para não sofrer gols). O mais importante é que nestas duas ou três semanas, que é como vai terminar esta fase do Brasileirão e da Libertadores (antes da Copa), e avançamos na Copa do Brasil. Depois disso parece que o mais importante é o resultado e não perder a identidade. O resultado é uma prioridade porque são partidas decisivas. Não ganhamos título nem nada hoje mas nos separou dos times que vinham atrás. Ganhamos o quarto melhor do Brasileirão, não é qualquer um. Certo que eles tem alguns problemas, mas é uma equipe boa. Como estamos em semanas de definição, o mais importante era o resultado. Não se deu a perfeição, mas o importante foi cumprir o objetivo dentro de uma identidade. Isso se está vendo, estamos voltando a ter nossa identidade.
Com a vitória deste sábado, o Fluminense chegou aos 30 pontos na 3ª colocação. A pontuação é a mesma do Flamengo, vice-líder com dois jogos a menos.
A próxima partida do Fluminense será nesta terça-feira, às 19h, pela Libertadores. Contra o Bolívar, o Fluminense precisa de uma vitória para continuar na busca pela classificação ao mata-mata.
Veja outros tópicos da coletiva:
Chegada de Hulk:
— Está bem. Pouco a pouco a adaptação será positiva. Seguramente a adaptação será mais rápida que outros jogadores.
Uso dos laterais:
— Temos bons jogadores, um bom elenco, graças ao presidente, Mário e Paulo. Tendo um bom elenco temos alternativas. A equipe tem bons laterais. Estamos contentes de poder administrar bons jogadores. Trabalhamos com humildade estaremos mais próximos de cumprir nossos objetivos.
Canobbio:
— Sempre para um atacante, apesar de ser um ponta-direita, e nesta caso vem jogando mais como extremo, é muito importante. Fez a jogada do primeiro gol também, onde terminou em uma posição invertida com John Kennedy. Os quatro da frente estão rodando, trocando posições e isso gera surpresa. Além do gol, que sempre é importante para um atacante, também há que reconhecer o espírito competitivo do Canobbio, do Lucho (Acosta), espírito de solidariedade para recuperar a bola, o que para nós é importante. Todos os rivais tomam precaução com o Canobbio por ele ser incansável dentro de campo. E por aí podemos estar questionando um jogador ou outro, mas a realidade é que quando o rival vê nossos extremos se perguntam: "Como vamos pará-los"? Hoje o São Paulo pôs uma dobra de laterais, e isso tem a ver com a profundidade que a equipe tem pela direita. Então o que aqui é questionamento, para nossos rivais é preocupação. O que passou com a equipe, sentíamos que tínhamos que melhorar e conseguir resultado positivos, o que serve é ganhar no futebol, mas estamos vendo que o rival trata de montar uma estratégia diferente. E se fazem isso, algo é. Se preocupam como nós jogamos. Aconteceu outro dia com o Vitória, linha de cinco, aconteceu agora com dobra de laterais, e de maneira inteligente Milton Cruz faz um bom plano. Temos que ir solucionando. Mas o nível tem sido competitivo da equipe e tem que seguir assim.
Uso da zaga e ausência de Igor Rabello:
— Boa pergunta. Temos visto evolução dele nos treinamentos. A resposta mais justa é que tem quatro zagueiros. Possivelmente foi uma injustiça que teve no processo. O treinador pode ser justo ou injusto. Quem sabe com Rabello foi uma injustiça não ter utilizado em algum momento. Temos quatro zagueiros, nenhum lesionado, sem expulsões. Na temporada, um dos cinco zagueiros é o que tem menos possibilidades, e nesse caso foi Igor. São exemplos para nós, são os primeiros no treinamento. São exemplos... apoiam a equipe. Millán não foi relacionado por termos 10 estrangeiros.
Volantes:
— Evidentemente os volantes são o triângulo junto com o Lucho, são jogadores que precisam de intensidade. E possivelmente com o decorrer dos minutos passa o que está dizendo (desgaste). Estamos em um momento de definição, onde não temos margem, então tem que deixar tudo que temos nesses dois jogos da Copa (Libertadores) e nos dois do Brasileirão. O dia que não estiver nenhum deles, jogará Facu (Bernal) ou Otávio. Ao final, a equipe sempre deve ser o mais importante. Mas estou contente com eles. Digo a eles para correrem o melhor possível no campo porque a organização te faz cansar menos. Eu fui volante, essa é uma matéria que tenho bem clara. Sou focado no movimento dos volantes, sou um técnico que se fixa muito nisso. Trato de ajudá-los para correrem o menos possível, mas é uma zona em que se corre, se desgasta... Vamos avaliar como estarão para o próximo jogo.
Disputa entre JK e Hulk por posição:
— Que lindo problema, não? Temos que ir partida a partida. (JK) está passando um bom momento. Castillo é um grande atacante, Cano também, o que vou dizer do Cano. Lamentavelmente não pude tê-lo este semestre pelas lesões. Mas já está de volta. Depois, está o Hulk. É um atacante mais do que um centroavante. Pode jogar um pouco pela direita, um pouco atrás do 9, um pouco como referência. Temos alternativa. Podemos conviver com todos que são compatíveis. A contratação tem a ver com análises de compatibilidade, não trazer o jogador por trazer. Às vezes se pode contratar pela oportunidade, que sairia, e pela história em sua ex-equipe, mas o outro ponto que se analisa, além da oportunidade do mercado: "ou se domina o mercado ou o mercado te domina, é a compatibilidade. Se pergunta: "Hulk pode jogar com German Cano?", pode jogar. "Pode jogar com o Castillo", pode jogar. "Pode jogar com Lucho?", pode jogar. "Pode jogar com Savarino?", pode jogar. "Pode jogar com John Kennedy?", pode jogar. É um atacante compatível com o que queremos. Aí está a minha decisão. Quem é titular, com quantos minutos, quem é suplente. O mais importante para o treinador é que os jogadores se complementem, é a chave quando traz um jogador. Pode ter três bons jogadores, mas que não se complementam, se no final entram onze. Me recordo de um momento na Argentina de um momento que estava Messi, Tévez, Higuain e Aguero. Em outro momento estava Riquelme. Eram muito bons jogadores, mas os primeiros quatro que disse não se complementavam. Ao final, a Argentina chega à final da Copa de 2014 quando estavam apenas Messi e Higuain. Dos quatro, ficaram dois. Nome não é tudo. Às vezes dizem que tem que jogar bons jogadores, não, tem jogar os complementam. Oportunidade de mercado mas compatibilidade. Temos jogadores de nome, aprovados e que se complementam.
Cano:
— Hoje justamente quando fizemos o terceiro eu iria colocá-lo. Não porque era momento de relaxar, mas porque precisava tirar o Savarino, que tinha a bola. Pensei: "Vou pôr o German para romper esse gelo". Justo anularam o gol. Não sei qual o momento certo. Espero que Deus me ilumine, me dê sabedoria para entender qual o momento certo.
Mensagem final:
— Queria parabenizar nossa equipe porque fez um jogo muito bom. A torcida porque veio com um espírito muito bom, entendendo a partida que estávamos jogando, porque estamos em cima e precisamos consolidar as primeiras posições. E ao meu grande amigo Milton Cruz, que esteve hoje em frente, que sempre é um treinador institucional, muitos vezes não são valorizados como merecem. Sei que o tratam muito bem ali, mas ainda assim ele é muito mais, é uma peça não só muito sábia, mostrou hoje, mas uma pessoa excelente e que me tratou muito bem quando estive no São Paulo.
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