Esportes
Análise: "acomodação" dificulta jogo fácil, mas Vasco roda o elenco e colhe frutos
Renato viu atuações individuais de jogadores considerados reservas renderem boas notícias, mas criticou relaxamento do time após abrir 2 a 0 e ceder empate contra o Paysandu
GLOBOESPORTE.COM / JOãO GUERRA
O objetivo foi concluído, mas poderia ter sido mais fácil. Esse foi o sentimento após o empate do Vasco em 2 a 2, na última quarta-feira, com o Paysandu, em São Januário, que garantiu a classificação vascaína às oitavas de final da Copa do Brasil. O rodízio do elenco rendeu frutos novamente, mas o relaxamento dos jogadores, citado pelo próprio Renato Gaúcho na entrevista coletiva, deu emoção a uma noite que tinha tudo para ser mais calma.
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Com a vitória por 2 a 0 na ida, em Belém, o técnico optou por preservar parte dos titulares para o confronto em São Januário. Desse modo, jogadores com menor minutagem tiveram oportunidade de iniciar a partida. Mais uma chance para alguns atletas que são contestados recuperarem a confiança. E um deles, de fato, aproveitou: Marino Hinestroza.
O colombiano teve participação decisiva nos dois gols que colocaram o Vasco em vantagem, ainda no primeiro tempo. Sofreu o pênalti que foi convertido por Johan Rojas e deu a assistência para o gol de Thiago Mendes. Um jogo importante para o atacante, sobre quem se depositou tanta expectativa com a contratação no início do ano. Nas palavras de Renato, a melhor atuação do jogador até aqui no clube carioca:
— Tenho conversado com o Marino, dado conselhos, lapidado... Hoje foi a melhor atuação dele no Vasco e torço para que volte a jogar o futebol que jogou na Colômbia. Aos poucos, ele vai readquirindo aquele futebol — afirmou o treinador vascaíno.
Para além dos gols, o Vasco foi melhor do que o Paysandu e controlou as ações da primeira etapa. Poderia até ter feito mais gols, mas Brenner perdeu duas chances incríveis dentro da área. A vantagem de quatro gols no placar agregado, no entanto, já dava a sensação de tranquilidade ao torcedor na arquibancada. Em campo, produziu um efeito perigoso no time: o relaxamento. A punição veio rápido, com um gol sofrido no fim do primeiro tempo e outro no primeiro ataque da etapa final
"Eu alertei eles no intervalo do jogo. Com um minuto de jogo, gol do Paysandu. Quer dizer, eu falei para eles: o grupo gosta de sofrer, o grupo acha que está junto com a torcida, que temos que sofrer com o nosso torcedor. E não pode ser assim, não pode", disse Renato Gaúcho na coletiva.
Após o empate, o clima na arquibancada mudou e foi tomado pela apreensão. Apesar disso, o Vasco subiu o ritmo e buscou pressionar o adversário, claramente mais frágil tecnicamente, no campo de ataque. A equipe voltou a controlar o jogo e teve chances para matar o confronto — a melhor delas em lance que o Marino rouba a bola e inexplicavelmente toca para trás, em vez de servir David, sem goleiro, em frente à pequena área.
No fim, quem esteve em São Januário viveu uma mistura de sentimentos refletida, inclusive, na arquibancada dividida entre aplausos ao time e vaias pelo empate. O que é certo dizer é que, assim como havia sido contra o Audax Italiano, pela Sul-Americana, a partida reafirma o sucesso da estratégia da comissão técnica em dar oportunidade aos jogadores considerados reservas, que podem retomar a confiança em um momento-chave da temporada.
O Vasco de Renato vai caminhando de forma segura pelo ano de 2026 e cumprindo os objetivos nas três competições. O discurso mantém os pés no chão, mas recoloca esperança no horizonte do torcedor.
— O torcedor quer ser campeão? Eu também. Trabalho para isso, mas não vamos colocar uma faixa no peito da noite para o dia. A janela está vindo aí, vamos trabalhar. Classificamos na Copa do Brasil e estamos bem no Brasileirão. Precisamos melhorar? Sim. Mas, em comparação com o que estava, o Vasco está bem demais — disse Renato
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