Esportes
Projeto para transformar estádio abandonado há 19 anos em autódromo oval dá novo passo
Justiça autoriza concessão do Sessinzão, localizado no litoral gaúcho, à iniciativa privada. Obra é estimada em R$ 50 milhões e pode levar até 10 anos para ser finalizada
GLOBOESPORTE.COM / TOMáS HAMMES E RODRIGO CASSOL
O projeto de transformar o estádio Antônio Braz Sessim, o Sessinzão, em um autódromo com pista oval venceu mais uma etapa. Na quinta-feira, a Justiça do Rio Grande do Sul autorizou que a Prefeitura de Cidreira, no Litoral Norte, prossiga com os trâmites para a concessão do estádio à iniciativa privada. A estrutura, abandonada há 19 anos, pertence ao município.
Em novembro do ano passado, a Câmara de Vereadores de Cidreira já havia aprovado a autorização para a prefeitura ceder a área do estádio. Conforme apurado pelo ge na ocasião, o plano é construir um autódromo com pista oval no local. A obra é estimada em R$ 50 milhões e pode levar até 10 anos para ser finalizada. A duração da concessão deve ser de 30 anos.
No momento, a Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA), com aporte de futuros parceiros, é a principal interessada em assumir o controle da área. Qualquer outra empresa ou entidade, no entanto, poderá participar da licitação. O presidente da FGA, Arlindo Signor, afirmou que ao ge que o projeto e a busca por investidores deve caminhar mais rápido a partir da autorização da Justiça.
O projeto de circuito oval seria o primeiro dedicado a esse tipo de prova no Brasil, embora possa abrigar outros tipos do modalidades. O grande sonho de quem faz parte do plano é em receber uma etapa da Nascar americana, uma das mais tradicionais competições automobilísticas do mundo.
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Local está interditado
O estádio abandonado está interditado pela Justiça desde 2010 em razão de problemas estruturais. Na audiência de ontem, o Município de Cidreira manifestou o desejo de ter garantia de que haverá a desinterdição do local para quem vencer o procedimento licitatório. Sobre isso, o Ministério Público (MP) afirmou que a interdição existe com relação à utilização do estádio para eventos – mas somente até que pendências sejam resolvidas, seja diretamente pelo município ou por um parceiro.
Além disso, o MP se comprometeu a encaminhar a documentação para viabilizar a análise e a correção técnica dos laudos apresentados e a viabilidade das reformas e adaptações apontadas como necessárias para a desinterdição do estádio, bem como apontar eventuais exigências adicionais e relevantes que considerar pertinentes para conferir maior segurança aos envolvidos na reforma.
Estádio já recebeu a dupla Gre-Nal
O estádio Antônio Braz Sessin, apelidado de Sessinzão, foi inaugurado em 1996 ao custo de pouco mais de R$ 2 milhões. O objetivo era movimentar a atividade econômica e colocar Cidreira, cidade distante quase 150 quilômetros da capital Porto Alegre, no mapa do futebol brasileiro.
Os poucos mais de 17 mil habitantes da cidade, segundo o último Censo, não ocupariam todos os lugares do estádio com capacidade para 18 mil pessoas e que atualmente mais parece um monte de entulho do que uma alternativa para receber jogos de Grêmio e Internacional – a dupla Gre-Nal chegou a mandar alguns jogos do Campeonato Gaúcho no local.
Quase três décadas se passaram desde a inauguração, e o estádio recebeu apenas 19 partidas oficiais de futebol, a última delas em 2007. Pouco tempo depois, em 2010, foi interditado por problemas estruturais e de alvarás. Virou mais um problema do que uma opção de lazer na pacata cidade do litoral gaúcho.
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