• Domingo, 26 de Abril de 2026

Acabou-se o que era doce: bolos recheados e bombons são proibidos na Máxima

Agepen informou que regra entra em vigor em maio, por segurança; famílias reclamam dos preços da cantina

GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS


Aviso colado na entrada da instituição (Foto: Direto das Ruas)

A proibição da entrada de bolo recheado, bolo no pote, bombom e outros alimentos na Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Campo Grande, no Jardim Noroeste, gerou reclamações entre familiares de internos. A nova regra passa a valer em 2 de maio e foi divulgada por meio de placa fixada na unidade.

Entre as queixas recebidas pela reportagem está a de uma mulher de 34 anos, autônoma, esposa de um detento que afirma que muitas famílias dependem do dia de visita para levar comida e não conseguem arcar com os preços cobrados por produtos vendidos internamente.

Segundo ela, alguns itens custam caro para quem já enfrenta gastos com transporte e manutenção do familiar preso. “Um pão francês custa R$ 5, um café R$ 50 ', relatou.

A visitante também questiona a restrição aos alimentos, já que, segundo ela, tudo o que entra na unidade passa por scanner e por conferência dos agentes penitenciários. “Se eles vão revistar tudo e decidir o que entra e o que não entra, de que serve o scanner?', disse.

Na lista de itens proibidos estão bolo confeitado ou recheado, bolo no pote, bombom, cone recheado, lanches, salgados fritos ou assados, mousse, pudim e derivados.

Familiares alegam ainda que alguns internos recebem visita poucas vezes no mês, o que torna o momento importante para entrega de alimentos e itens pessoais.

Em nota, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que a medida foi adotada por questões de segurança. Segundo o órgão, alimentos recheados e similares têm sido usados para ocultação de materiais ilícitos, como entorpecentes e fermento utilizado na fabricação de bebida artesanal. A agência afirma ainda que os recheios dificultam a identificação nos equipamentos de inspeção, como aparelhos de raios-x.

Outro ponto citado é que, quando há necessidade de vistoria física, os alimentos acabam cortados ou danificados, o que costuma gerar insatisfação e conflitos com visitantes. A Agepen informou que bolos simples, sem recheio, continuam permitidos. A entrada de alimentos prontos segue autorizada, respeitando o limite de até 8 quilos por visitante.

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