• Domingo, 17 de Maio de 2026

Ministério apresenta propostas de melhorias do atendimento na Casa da Mulher Brasileira

Relatório com propostas de melhorias no atendimento da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande

MIDIAMAX/DIEGO ALVES


Casa da Mulher Brasileira. (Foto: - Arquivo Midiamax)

O Ministério das Mulheres enviou ao Colegiado Gestor, relatório com propostas para aprimorar o fluxo de atendimento à mulheres em situação de violência na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande. Comitiva do Ministério veio a Campo Grande após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, 42, assassinada pelo ex-noivo na Capital no último dia 12.

Nesta terça-feira (18), a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves veio a Campo Grande onde participou de reuniões com o governador Eduardo Riedel, prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes e representantes do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Conforme o Ministério, o documento é fruto de visita técnica e reunião realizada na Casa no último domingo (16) junto ao Colegiado Gestor e representantes dos órgãos que atuam no serviço, que coletou propostas de todas as representantes presentes.

Ainda conforme a pasta, o objetivo da visita foi o de avaliar as condições do equipamento e fortalecer medidas de prevenção e proteção para evitar novas ocorrências de violência extrema contra as mulheres. Também foram analisadas as instalações, observados os fluxos de atendimento e coletadas informações junto aos profissionais que atuam no equipamento.

Recomendações

Das recomendações, destacam-se a consulta obrigatória ao Fonar (Formulário Nacional de Avaliação de Risco) e o uso obrigatório do Sistema IRIS/UNA por todos os serviços que atuam na Casa da Mulher Brasileira para garantir integração e registro eficaz dos atendimentos. Desenvolvido pelo Ministério das Mulheres em parceria com a Dataprev, o Sistema UNA Casa da Mulher Brasileira coleta e organiza, de maneira padronizada e estruturada, os dados referentes aos atendimentos realizados nas unidades de todo o país.

Além disso, a proposta de elaboração de um programa de formação permanente em todos os setores, com perspectiva de gênero e atendimento humanizado. Outra recomendação é a criação de grupos de trabalho para estudos de casos de risco identificados nos atendimentos e para o aprimoramento dos fluxos de atendimento, considerando a necessidade de um planejamento de proteção posterior para a mulher.

Ainda de acordo com o Ministério das Mulheres, o documento também traz sugestões de melhorias específicas para cada órgão que atua na Casa da Mulher Brasileira, como a implementação da gravação do depoimento da mulher na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), garantindo um registro fiel e reduzindo a revitimização no processo investigativo.

Em relação à gestão do equipamento, o relatório do comitê sugere a coordenação compartilhada entre o governo do estado e o município, garantindo decisões conjuntas e alinhadas ao Programa Mulher Viver sem Violência, além da inclusão de uma representante do Ministério das Mulheres nas reuniões do colegiado gestor, de forma trimestral.

“É importante manter o acompanhamento em todos os setores e em todas as 10 Casas que funcionam no Brasil, com visitas constantes', disse a ouvidora Graziele Carra Dias. “Para todos que estão acompanhando o caso do feminicídio da Vanessa Ricarte é que não desacreditem do serviço, que entendam a importância dele, continuem procurando a Casa da Mulher Brasileira e o serviço da rede de enfrentamento à violência contra mulheres', comentou a diretora Pagu Rodrigues.

Participaram da comitiva do Ministério das Mulheres a Ouvidora Graziele Carra Dias; a Diretora de Proteção de Direitos da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Pagu Rodrigues; e a chefe de gabinete da ministra, Katia Guimarães. Além do Ministério das Mulheres, estiveram presentes representantes dos seguintes órgãos e instituições: Secretaria Municipal Executiva da Mulher; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher; Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul; Ministério Público Estadual; Defensoria Pública Estadual; Guarda Civil – Patrulha Maria da Penha; Subsecretaria de Mulheres do Estado.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.