Cotidiano
Pesadelo de moradores em dia chuvoso, avenida do Rancho Alegre ganha manifestação: ‘lamaçal’
Moradores se reuniram para pedir por melhorias na infraestrutura do bairro Rancho Alegre neste sábado (15)
MIDIAMAX/MARIANE CHIANEZI, LAYANE COSTA
As chuvas que têm atingido Campo Grande no último mês tem sido verdadeiro pesadelo para os moradores da região do bairro Rancho Alegre, em Campo Grande. Isso porque a chegada de chuvas intensas é sinônimo do lamaçal a ser encarado pelos estudantes e trabalhadores.
Cortando o Caiobá e o Jardim Aquarius, a avenida de chão batido que leva o nome do bairro Rancho Alegre – Avenida Rancho Alegre – não é motivo de nenhuma alegria aos moradores. A via está tomada pelo mato em ambos os sentidos e é motivo para atrair animais peçonhentos.
Moradores foram até o local neste sábado (15) e cobraram melhorias. Ao Midiamax, a moradora Dora Lima, 56 anos, reclama que nem as linhas do transporte público são asfaltadas na região e que motoristas precisam cuidar trajeto para não atolar em dia de chuva.
“O Rancho Alegre inteiro está tudo nessas condições, quando chove vira um lago. Sem falar no lixo e na mata. Eu moro aqui há 12 anos, sou a primeira moradora do Rancho Alegre I, quando eu vim morar não tinha loteados ainda os terrenos, tem muito terreno que o pessoal não constrói porque na época do verão, é terra demais e a poeira toma conta das casas. Não tem condições de construir, os terrenos são cheios de matos e o donos não estão nem aí. As condições aqui é complicada”, desabafa.
Ilhados no Rancho Alegre
Moradora do Rancho Alegre desde 2020, a auxiliar de cozinha, Cristina Satil, 49 anos diz que quando chove, é impossível sair de casa. Moradores ficam ilhados em torno de lamaçal.
“Não dá pra colocar sapato e nem chinelo para sair. É uma situação precária. Eles passaram a patrola e agora a água da rua cima está entrando dentro do meu quintal. É muita coisa, é difícil. A gente paga IPTU, para estar morando dentro do mato. Eu já tive que chamar o Ibama pra pegar uma cobra dentro da minha casa, fora rato e escorpiões. Fica complicado, queremos uma providência. A gente não pode ficar nessa situação”, reivindica.
Reclamações vão além de infraestrutura
Problema recorrente em Campo Grande, os moradores aproveitam para reivindicar melhorias no transporte público.
À reportagem, Francisca Kassilelda Nunes da Rocha, 54 anos, que trabalha como costureira, disse que mora há 9 anos na Rua Ariodante Zardo, no Rancho Alegre 3.
“Moro há nove e o bairro é o mesmo atraso. Na minha rua é linha de ônibus, não tem um asfalto é muito buraco. As vezes o ônibus chega até parar não tem condições deles passarem. Nós também não temos escola no bairro, a minha neta está estudante no Guanandi 2. Nosso IPTU está um absurdo, nós não temos asfalto e não temos nada, só o IPTU muito caro. Esta crítico o negocio, esqueceram de nos. Tem muito bicho, escorpião, cobra, sapo, nos estamos no verdadeiro deserto. O que mais queríamos é atendesse a gente no asfalto e escola. Só temos um ônibus que atende o bairro, ele vai e volta, leva cerca de 40 minutos”
A linha que atende a região é a 315 Aquárius. O Jardim Aquarius também foi alvo de reclamação de moradores que pedem por asfalto.
Moradores cobram escola
Moradora do bairro há 8 anos, a costureira Dorelice dos Santos, 51 anos, diz que além da falta de infraestrutura, os moradores que têm crianças e adolescentes que precisam estudar, precisam se deslocar para longas distâncias para ir à escola.
“Além da gente falar do asfalto quanto chove, a gente não pode levar as crianças na época. Eu e meu marido já quase caímos de moto, porque a moto derrapa na lama. Os alunos a partir 8⁰ ano, precisa ir para escolas de longe da região. A prefeita, precisa organizar para selecionar e aumentar as turmas. São tudo crianças de 12 anos, não tem condições da gente mandar estudar a noite. É horrível. A gente já foi na escola e falamos, mas eles falam que não tem salas suficientes”
Recursos para pavimentação
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou anteriormente ao Midiamax que todas as vias não pavimentadas de Campo Grande passam por manutenção periódica, com serviços de patrolamento ou cascalhamento.
E reforçou que a Prefeitura continua em busca de recursos para ampliar a pavimentação de ruas e avenidas em toda a cidade.
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