Esportes
Corinthians e Hypera Pharma debatem valores de rescisão de naming rights da Arena
Clube tem de resolver nome atual do estádio se avançar em negociação com a Caixa
GLOBOESPORTE.COM / GABRIEL OLIVEIRA, VITOR CHICAROLLI E YAGO RUDá
Em meio à negociação com a Caixa Econômica Federal pela quitação da Neo Química Arena, a diretoria do Corinthians se movimenta nos bastidores para uma eventual rescisão de contrato com a Hypera Pharma pelos naming rights do estádio. O clube do Parque São Jorge e a empresa farmacêutica divergem sobre os valores da multa.
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No contrato assinado em setembro de 2020, com validade de 20 anos, há uma tabela com valores decrescentes para o caso de rescisão unilateral.
A linha referente ao ano de 2026 indica R$ 47,85 milhões, e este é o montante considerado pelo Corinthians na atual negociação com a Hypera Pharma.
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Do outro lado da mesa, a empresa farmacêutica pede a correção pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Considerando os índices do período de vigência do acordo, a multa seria reajustada em pouco mais de 41%. Portanto, o montante a ser pago pelo Corinthians estaria na casa dos R$ 68 milhões.
Segundo apuração do ge, a diretoria do clube paulista aposta na boa relação com a Hypera Pharma para reduzir o montante a ser pago em uma eventual rescisão de contrato, o que aconteceria se o Corinthians fechasse acordo com a Caixa pelos naming rights do estádio.
O Corinthians, inclusive, quer manter a relação comercial com a empresa farmacêutica, tendo ofertado acordo de patrocínio como uma das opções
A Hypera Pharma também poderia assumir naming rights de outras propriedades do clube, como o CT Joaquim Grava.
Procurada, a Hypera Pharma informou que não comenta o assunto.
Negociação com a Caixa
O Corinthians propõe que a Caixa assuma o nome do estádio, hoje pertencente à Hypera Pharma. A diretoria considera que os naming rights atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, bem acima dos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a Hypera Pharma paga desde a assinatura do contrato, em 2020.
O projeto ainda envolve outros ativos, como lançamento de títulos de capitalização, transferência de toda a operação financeira do clube (contas e pagamento de salários) para a Caixa e até cartões para o programa Fiel Torcedor.
Com o valor dos naming rights pactuado entre Corinthians e Caixa seria possível dar a dívida como quitada, já que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por determinado período.
Recentemente, o Corinthians conseguiu a suspensão do pagamento da dívida, estimada em R$ 630 milhões, e da retenção das receitas de bilheteria e premiações de campeonatos, o que melhora o fluxo financeiro do clube.
Anteriormente, em um sinal de avanço na negociação, o banco desbloqueou R$ 13,5 milhões dos R$ 27 milhões depositados pelo Corinthians em uma conta reserva prevista no contrato de pagamento da dívida pela Arena. Com o dinheiro, a gestão pagou os salários do mês de setembro, que estavam atrasados.
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