Coronel Sapucaia
Sem quintal? Caixote vira horta portátil com temperos fresquinhos
Aprenda a montar a estrutura usando folhas, galhos e plantas simples da sua casa
NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS
Quem disse que é preciso ter um quintal grande para colher cebolinha, salsinha ou manjericão fresquinhos? Até aquele caixote de madeira que costuma ser descartado nos mercados pode virar uma pequena horta no seu apartamento. Hoje o Trilha Orgânica vai te ensinar como ter uma horta simples e portátil.
A dica é da agricultora urbana Márcia Chiad, que ensina a transformar os caixotes em espaços de cultivo usando materiais que muita gente já tem no quintal, como folhas secas, palha, pequenos galhos e terra.
Além de dar uma nova utilidade à madeira, a técnica dispensa grandes quantidades de terra e facilita a vida de quem precisa mudar as plantas de lugar para aproveitar o sol. O segredo, segundo Márcia, está na maneira de preencher o caixote.
Em vez de colocar apenas terra até a borda, a proposta é montar camadas com diferentes materiais orgânicos. Isso ajuda a deixar a estrutura mais leve e cria condições para o desenvolvimento das plantas.
O primeiro passo é escolher um caixote e garantir que ele tenha aberturas para a água escorrer. Depois, começa a montagem. No fundo, entram pequenos galhos e materiais verdes. Por cima, são colocadas palhas e folhas secas.
Na sequência, vem uma mistura de terra ou substrato com húmus de minhoca, que ajuda a enriquecer o solo. As camadas podem ser repetidas, mas é importante reservar uma boa quantidade de terra na parte de cima, onde as raízes vão crescer. Márcia recomenda 3 litros de terra para um caixote grande.
E não é preciso sair comprando tudo. A ideia é justamente aproveitar o que estiver em casa. Com o passar do tempo, as folhas, palhas e galhos começam a se decompor naturalmente e esse processo contribui para a formação de matéria orgânica e para a fertilidade da hortinha.
Com a estrutura pronta, chega a hora de escolher o que plantar. Entre as opções sugeridas por Márcia estão cebolinha, salsinha, manjericão, alecrim e até alface. A escolha depende do tamanho do caixote e do espaço necessário para cada espécie se desenvolver.
Menos trabalho na hora de regar é outro atrativo da técnica no caixote. Depois do plantio, Márcia recomenda espalhar uma camada de palha sobre a terra. Essa cobertura ajuda a conservar a umidade e protege a superfície contra o ressecamento.
Segundo a agricultora urbana, a cobertura permite reduzir a frequência das regas, que podem ser feitas de 2 a 3 vezes por semana. Mas atenção: a necessidade de água deve ser observada conforme o clima e a umidade da terra.
No fim das contas, a hortinha no caixote reúne três vantagens para quem quer começar a cultivar os próprios alimentos: aproveita materiais que iriam para o lixo, ocupa pouco espaço e pode ser transportada com facilidade.
Confira a galeria de imagens:
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