• Quarta, 07 de Outubro de 2026

Bets têm R$ 1,3 bilhão a devolver a 26,5 milhões de apostadores

Empresas devem informar às instituições financeiras os saldos restantes até quarta-feira (7)

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Mulher aposta em bet no aparelho celular. (Foto: Lucia Morel)

O governo federal informou nesta terça-feira (6) que 26,5 milhões de apostadores ainda têm R$ 1,325 bilhão para receber das plataformas de apostas que deixaram de operar no país. O valor permaneceu nas contas depois do fim do prazo para retirada voluntária do dinheiro, encerrado às 23h59 de segunda (5), conforme o cronograma estabelecido para o fechamento das bets.

As empresas têm até quarta (7) para informar às instituições financeiras os saldos restantes de cada usuário, identificados pelo CPF, além das contas bancárias usadas nos depósitos. A medida permitirá a devolução dos recursos que não foram retirados diretamente pelos apostadores antes da interrupção das plataformas.

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Apesar de 26,5 milhões de pessoas ainda terem dinheiro a receber, a maior parte do montante está concentrada em uma parcela pequena dos usuários. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 1% dos apostadores, aproximadamente 200 mil pessoas, reúne 80% dos R$ 1,325 bilhão pendentes. Outros 3,4% concentram cerca de 90% do total.

Há ainda 86,2 milhões de contas com saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Juntas, elas somam R$ 15,5 milhões. O número de contas supera o de pessoas porque um mesmo apostador pode ter cadastro em mais de uma plataforma.

O governo também pretende apurar cerca de 40 contas que apresentam valores considerados elevados, com saldos superiores a R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A análise deverá verificar a origem do dinheiro e eventual uso das plataformas para lavagem de recursos ou movimentações ligadas a organizações criminosas.

Desde 25 de setembro, o governo solicitou o bloqueio de 13.241 sites ilegais de apostas. Dos 188 endereços que tinham autorização para funcionar até segunda-feira, apenas um permanecia acessível nesta terça, segundo o Ministério da Fazenda. O bloqueio dessa plataforma também foi solicitado.

A retirada de conteúdo irregular alcançou ainda redes sociais e aplicativos de mensagens. O governo pediu a exclusão de 974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais e grupos no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord. Segundo Durigan, esses espaços reuniam mais de 17 milhões de usuários.



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