• Sábado, 03 de Outubro de 2026

Furto de gado vira principal hipótese para morte de capataz na fronteira

Promotor afirma que trabalhador havia relatado ameaças antes de ser morto em propriedade rural

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Área de mata onde o capataz Marcelino Colmán, de 36 anos, foi encontrado morto. (Foto: ABC Color)

O fim dos furtos de gado em uma propriedade rural desde que Marcelino Colmán, de 36 anos, assumiu o posto de capataz, há cerca de 6 meses, passou a orientar a investigação sobre o assassinato do trabalhador em Pedro Juan Caballero, município paraguaio na fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.

A informação veio do promotor Andrés Cantaluppi, em entrevista ao jornal ABC Color nesta sexta-feira (2). Segundo ele, a principal hipótese é de retaliação por parte de pessoas envolvidas nesse tipo de crime na região.

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Marcelino foi morto na tarde de quinta-feira (1º), atingido na cabeça por disparo de espingarda calibre 12 na Colônia Yvype, a aproximadamente 12 quilômetros da área urbana da cidade paraguaia.

De acordo com Cantaluppi, investigadores apuram se o trabalho do capataz interferiu na atuação de ladrões de gado que agiam nas proximidades ou dentro da propriedade. A suspeita surgiu porque, conforme as informações reunidas até agora, os casos teriam cessado desde que Marcelino assumiu a função. Nenhum integrante de eventual grupo foi identificado, e a Promotoria ainda trata essa relação como hipótese de investigação.

“Desde que a vítima assumiu o cargo de capataz há seis meses, o roubo de gado na fazenda cessou', afirmou o promotor. A partir desse dado, a apuração tenta descobrir se Marcelino passou a ser considerado um obstáculo para o esquema e se houve algum tipo de pressão contra ele antes do crime.

O relato da família acrescentou outro elemento à investigação. De acordo com Cantaluppi, Marcelino havia comentado mais de uma vez com a companheira que algo poderia acontecer com ele a qualquer momento. A Promotoria verifica se essa preocupação estava relacionada a ameaças e, em caso positivo, quem teria feito as intimidações. Até agora, não foi divulgada informação sobre denúncia formal registrada anteriormente pelo trabalhador.

Marcelino trabalhava e morava na propriedade rural conhecida como Granja Tatu, na região de Yvype. Na quinta, ele foi atacado por pessoas ainda não identificadas e sofreu o ferimento na cabeça que provocou sua morte. A informação inicial apontava para o uso de uma espingarda, e o novo relato divulgado no Paraguai indica calibre 12.



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