• Segunda, 28 de Setembro de 2026

Ao votar para senadores, eleitor escolhe mais quatro nomes para se atentar

Com dois suplentes cada para duas vagas em disputa, vale conferir quem pode assumir o mandato

KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Durante testes das urnas eletrônicas 2026, servidor mostra voto para primeira vaga ao Senado (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

No próximo domingo (4), o eleitor de Mato Grosso do Sul vai digitar os números para escolher um senador. Depois, fará o mesmo para escolher outro. Em cada voto, porém, a decisão envolve mais gente do que o nome que encabeça a candidatura: cada senador concorre com dois suplentes, que integram a mesma chapa e podem assumir a cadeira durante o mandato.

É por isso que, ao conferir o voto para o Senado na urna, o eleitor deve prestar atenção também aos nomes e às fotos dos suplentes. Não há uma votação separada para eles. Neste ano, serão eleitos os dois candidatos a senador mais votados no estado, sem segundo turno para o cargo. Cada um terá mandato de oito anos.

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O especialista em Direito Eleitoral Yves Drosghic lembra que a duração do mandato ajuda a explicar por que a escolha dos suplentes merece atenção. “Enquanto não tenha a vacância, o suplente de senador é um cidadão comum, não tem nenhuma prerrogativa, não recebe salário nem nada. Mas, quando ele assume, é total', afirma. Em outras palavras, o suplente não exerce o cargo só por ser eleito na chapa, mas pode passar a ocupar a cadeira se for convocado.

Mato Grosso do Sul já viu as duas posições da suplência entrarem em cena. Após a morte do senador Ramez Tebet, em 2006, o primeiro suplente, Valter Pereira, assumiu o mandato. Anos depois, Marisa Serrano deixou o Senado para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Seu primeiro suplente, Antônio Russo, assumiu a cadeira em 2011. Quando Russo se licenciou para tratamento de saúde, em 2013, foi a vez do segundo suplente, Ruben Figueiró, tomar posse.

Para Yves, os suplentes não devem aparecer para o eleitor apenas na hora de confirmar o voto. “Obrigatoriamente tem [dois suplentes] e é obrigatório também divulgar eles no material eleitoral', afirma. Conhecer esses nomes antes de ir às urnas permite avaliar quem poderá ocupar a cadeira ao longo dos oito anos de mandato.

Para você saber quem também está escolhendo, a lista abaixo está em ordem alfabética e mostra os dois suplentes de cada candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. Confira:



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