Coronel Sapucaia
Polícia Civil oficializa dispensa de delegado preso em operação do Gaeco
Hoffman D’Ávila foi asfaltado compulsoriamente e agora deixa de ser titular da Delegacia de Terenos
ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS
A DGPC (Delegacia-Geral da Polícia Civil) oficializou nesta segunda-feira (28) a dispensa do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa da função de titular da Delegacia de Polícia Civil de Terenos. Na sexta-feira (25), o servidor já havia sido afastado compulsoriamente junto com os sete investigadores presos na operação Infiltrados.
Com a saída de Hoffman, quem assume a chefia da unidade a 31 quilômetros de Campo Grande, é a delegada Bárbara Camargo Alves, que antes atuava como adjunta da 2ª Delegacia de Polícia da Capital.
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Assinadas pelo delegado-geral Lupersio Degerone Lucio, ambas as portarias foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (28) e tem validade retroativa a contar da quinta-feira (24), data da prisão dos investigados.
Hoffman D’Ávila em 2015, atuava como plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, em Campo Grande. A partir de 2019, passou pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), onde posteriormente assumiu a titularidade e comandou investigações, operações contra o tráfico e apreensões de grandes carregamentos de drogas.
Permaneceu à frente da especializada até fevereiro de 2026, quando assumiu o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros). Quatro meses depois, em junho, foi removido para a 6ª Delegacia de Polícia Civil, na região do Jardim Tijuca e no mês seguinte foi transferido para a Delegacia de Terenos.
“Careca' - Hoffman é apontado como líder do esquema que usava o aparato estatal para lucrar com a venda de drogas. O grupo contava com policiais civis, militares e um penal, e foi montado em 2021, dois anos depois dele assumir o comando da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) onde atuou por 7 anos.
O delegado e os outros envolvidos foram alvos da operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no dia 24 de setembro, quando foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 ordens de busca e apreensão.
No sábado, Hoffman passou por audiência de custódia quando alegou sofrer de problemas cardíacos e ansiedade, depois da sessão no Fórum da Capital, voltou para uma das celas da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).
Também passaram por audiência neste sábado os investigadores Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Marcos André Santos Chaves.
Todos os envolvidos, incluindo o investigador Roberto Palmeira que ainda não foi preso, tiveram o afastamento compulsório publicado no Diário Oficial do Estado na manhã de sexta-feira (25). Os servidores tiveram as carteiras funcionais, armas de fogo e bens do patrimônio público recolhidos.
Além disso, a publicação determina a suspensão imediata de senhas e logins de acesso aos sistemas de dados da instituição policial (como o Sigo e Infoseg) e o cancelamento de férias programadas enquanto perdurar a prisão.
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