• Sexta, 25 de Setembro de 2026

Anvisa suspende propaganda de caneta Semavy após anúncios irregulares

Medicamento continua autorizado, mas agência determinou retirada de anúncios em aeroporto e redes sociais

ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS


Segundo a Anvisa, a divulgação contrariou a legislação sanitária que restringe a publicidade de medicamentos cuja comercialização depende de prescrição médica

A divulgação da caneta de semaglutida Semavy foi suspensa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) após a agência identificar publicidade do medicamento em canais voltados ao público em geral . A medida atinge anúncios em painéis do Aeroporto de Congonhas, site da marca, Instagram e vídeos promocionais.

A decisão, publicada por meio da Resolução-RE nº 3.750, determina a suspensão da propaganda do produto fabricado pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. A norma, porém, não interrompe a venda ou o uso do medicamento.

Segundo a Anvisa, a divulgação contrariou a legislação sanitária que restringe a publicidade de medicamentos cuja comercialização depende de prescrição médica. Pela regra, esse tipo de propaganda deve ser direcionado exclusivamente a profissionais habilitados, como médicos, cirurgiões-dentistas e farmacêuticos.

A agência informou que encontrou anúncios do Semavy em diferentes plataformas abertas ao público, incluindo publicidade em painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, além de conteúdos publicados na internet.

O medicamento, que tem como princípio ativo a semaglutida, recebeu registro da Anvisa em julho. A substância ficou conhecida mundialmente pelo uso em tratamentos para diabetes tipo 2 e também por sua associação ao controle de peso em medicamentos específicos.

A Hypera Pharma, responsável pela linha Semavy, afirmou que mantém diálogo com a Anvisa e que adotou as medidas necessárias relacionadas às comunicações do produto.

Em nota, a empresa disse que segue as normas sanitárias e que irá ajustar as iniciativas de divulgação conforme as determinações da agência reguladora.

A Anvisa reforçou que a decisão trata exclusivamente da publicidade do medicamento e não representa suspensão do registro, comercialização ou utilização do produto.



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