Coronel Sapucaia
Jovem teve dente arrancado e foi esfaqueado antes de ser executado a tiros
Kauan Rodrigues de Matos, acabou preso na semana passada por posse de arma e havia sido solto ontem
CLARA FARIAS E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Kauan Rodrigues de Matos, de 20 anos, teve um dos dentes arrancado e foi esfaqueado diversas vezes antes de ser executado com ao menos três disparos na tarde desta terça-feira (22). O caso aconteceu em Rio Brilhante, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Ele havia sido posto em liberdade condicional nesta segunda-feira (21). Dois homens são suspeitos de envolvimento no assassinato do jovem, mas ainda não foram localizados.
Conforme apurado pela reportagem, o crime aconteceu na própria casa de Kauan, na Rua Jeová Fonseca Barbosa, no Bairro Benedito Rondon. Informações preliminares indicam que dois homens arrombaram a porta da residência, e passaram um tempo no local, possivelmente torturando o rapaz.
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O corpo de Kauan foi encontrado com cortes no pescoço, costas, queixo e boca. Dentro da boca do rapaz foi encontrado um arame com um dente amarrado. A perícia também recolheu quatro projéteis, entre cápsulas deflagradas e munições intactas, que deverão passar por análise. Os disparos atingiram principalmente a região do rosto e da cabeça. A quantidade exata de tiros ainda será confirmada pela investigação.
Segundo informações levantadas no local, os dois suspeitos teriam deixado a residência em uma motocicleta após o assassinato. Testemunhas relataram ainda que a dupla teria saído do imóvel gritando ou comemorando o crime. Até o momento, ninguém foi preso.
Kauan havia sido detido pela Polícia Civil na última quinta-feira (17), junto com Paulo André Aquino de Lima, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no Bairro Benedito Rondon. No imóvel, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm e 14 munições intactas.
Conforme consta no auto de prisão em flagrante, Kauan disse aos policiais que a arma pertencia a Paulo André e que os dois a utilizavam de forma compartilhada. Ele afirmou ainda que atuava como uma espécie de segurança do morador, que estaria sofrendo ameaças.
Durante o interrogatório, Kauan também declarou que havia integrado o PCC (Primeiro Comando da Capital) quando era adolescente, mas afirmou não manter atualmente vínculo com organizações criminosas. A investigação do homicídio ainda deve apurar se o assassinato tem alguma relação com disputas entre grupos criminosos.
Kauan foi colocado em liberdade por decisão judicial e deixou a prisão na segunda-feira (21), um dia antes de ser morto. A decisão determinou, entre outras medidas, recolhimento domiciliar noturno e monitoramento eletrônico pelo prazo de 120 dias.
Já Paulo André teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após a audiência de custódia. O caso em que os dois foram presos era relacionado à posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Após a perícia, o corpo de Kauan foi encaminhado ao IML (Instituto Médico-Legal) de Dourados. A Polícia Civil segue investigando o homicídio e realiza buscas para tentar localizar os dois suspeitos.
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