• Terça, 01 de Setembro de 2026

Dólar cai 0,31% e fecha a R$ 5,17 no último pregão de agosto

Moeda encerra o mês com alta de 2,17%, enquanto Ibovespa completa nona sessão seguida de avanço

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu 0,31% e fechou cotado a R$ 5,1797 nesta segunda-feira (31), último pregão de agosto, em meio à nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1% e encerrou o dia aos 177.419 pontos. A moeda americana terminou o mês com alta acumulada de 2,17%.

Com o resultado desta segunda, o dólar mantém queda de 5,63% no acumulado de 2026. A bolsa encerrou agosto com recuo de 0,33%, apesar da sequência de nove pregões consecutivos de alta. No ano, a bolsa brasileira soma valorização de 10,11%.

Os mercados acompanharam a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã. Os norte-americanos atingiram dois lançadores na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, enquanto o governo iraniano afirmou ter retaliado com ataques contra duas bases aéreas dos EUA na Jordânia.

A tensão impulsionou os preços do petróleo diante do risco de interrupções no transporte pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas da commodity no mundo. O barril do Brent subia 2,63% no fim da tarde, cotado a US$ 90,42. O WTI avançava 2,99%, a US$ 85,89.

No Brasil, a alta do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, que avançaram mais de 3%. Os papéis do Banco do Brasil também subiram mais de 3% e ajudaram o Ibovespa a fechar no campo positivo. As ações da Natura dispararam 9% depois que a empresa anunciou a saída do presidente-executivo João Paulo Ferreira.

Apesar da recuperação recente da bolsa, investidores estrangeiros retiraram R$ 18,4 bilhões do mercado brasileiro em agosto até o dia 27. O volume supera o saldo positivo de R$ 17,92 bilhões acumulado no ano até a mesma data, conforme levantamento da Elos Ayta com dados da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

No cenário interno, investidores acompanharam a apresentação do projeto do Orçamento de 2027 ao Congresso e as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A Câmara também mantém na agenda propostas relacionadas à escala de trabalho 6x1 e ao fim da chamada taxa das blusinhas.



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