Coronel Sapucaia
Dólar fecha semana em alta, a R$ 5,21, e avança 1,88% em cinco dias
Moeda chegou a R$ 5,24 durante o pregão; Ibovespa recuou pelo nono dia seguido
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (14) em alta de 0,52%, cotado a R$ 5,2194, no mercado brasileiro, em meio à cautela dos investidores com o cenário eleitoral, as contas públicas e as tensões no Oriente Médio. A moeda chegou a R$ 5,2489 na máxima do dia. Com o resultado, acumulou avanço de 1,88% na semana.
No mês, a moeda norte-americana registra alta de 2,16%. No acumulado do ano, porém, ainda apresenta queda de 5,64%.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com recuo de 0,10%, aos 166.934 pontos. Foi a nona sessão consecutiva de queda, a sequência negativa mais longa desde agosto de 2023. Na semana, a bolsa perdeu 3,06%.
O índice acumula baixa de 6,05% em agosto. No ano, ainda registra valorização de 3,79%.
A cautela com o mercado brasileiro ganhou força no início da semana, quando o JPMorgan reduziu a recomendação para investimentos no País de “compra' para “neutra'. Entre os fatores citados pela instituição estão as incertezas relacionadas às eleições.
Nesta sexta, investidores também acompanharam a divulgação de uma nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial. Levantamentos anteriores indicavam liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mantinham no radar do mercado as expectativas sobre a condução das contas públicas.
A proximidade das eleições aumenta a atenção sobre os planos dos candidatos para os gastos do governo e a política econômica. O cenário também ocorre em meio à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira, movimento que pressiona os preços dos ativos.
Outro ponto de atenção foi a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo para adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos. A iniciativa responde às tarifas impostas pelo governo norte-americano ao Brasil e ainda passa por análise.
Na agenda econômica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a taxa de desemprego caiu em 13 estados no segundo trimestre. A taxa nacional de desocupação ficou em 5,4% no período.
Nos Estados Unidos, as vendas no varejo registraram queda inesperada em julho. Os dados contribuíram para o desempenho negativo das bolsas norte-americanas.
As tensões no Oriente Médio também influenciaram os negócios. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou ampliar a pressão econômica contra o Irã em meio à guerra na região e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
O cenário elevou os preços do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent avançou 1,49%, para US$ 88,37, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) subiu 1,28%, a US$ 82,29.
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