• Sexta, 31 de Julho de 2026

Contas zeradas de filho de pastores acusado de golpe foram bloqueadas

Nathan Durizi "não é e nunca foi" assessor de investimentos da companhia, informa XP

ANAHI ZURUTUZA / CAMPO GRANDE NEWS


Nathan Durizi com a esposa na Disney em dezembro de 2023, de acordo com post feito no Instagram (Foto: Reprodução)

A XP Investimentos esclareceu nesta quinta-feira (31) que Nathan Durizi Silva Rodrigues, de 25 anos, acusado por familiares, amigos e fiéis de uma comunidade cristã de Campo Grande de aplicar um suposto golpe milionário, nunca foi assessor de investimentos da companhia, nem de qualquer empresa parceira. A corretora também informou que ele mantinha contas como cliente e que, por medida de segurança, as contas foram bloqueadas.

O posicionamento foi encaminhado ao Campo Grande News após a publicação de reportagem, nesta quinta-feira (30), que revelou denúncias de ao menos oito pessoas que afirmam ter perdido, juntas, pouco mais de R$ 1 milhão. Segundo os relatos, Nathan oferecia oportunidades de investimento com promessa de rendimento de até 6% ao mês e dizia que os valores seriam aplicados por meio da XP Investimentos.

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As vítimas afirmam que a suposta ligação com a corretora contribuiu para transmitir credibilidade às propostas, somando-se à relação de confiança construída por ele com familiares, amigos e integrantes da comunidade evangélica.

Em nota, a XP afirmou que Nathan “não é, e nunca foi, assessor de investimentos da companhia ou de qualquer empresa parceira'. A instituição acrescentou que 'não mantém recursos sob sua custódia relacionados ao investigado'.

Após questionamentos da reportagem, a assessoria de imprensa da corretora confirmou ainda que Nathan possuía contas na instituição apenas na condição de cliente. “Foi identificado que ele era cliente (tinha contas), mas as contas foram bloqueadas. Não há nenhum outro tipo de vínculo com a instituição', informou a empresa.

A informação afasta qualquer vínculo profissional entre o investigado e a XP. Para a matéria publicada nesta quinta, a XP foi questionada também sobre eventual vínculo comercial ou de investimento com Nathan, sobre a existência de contas ou recursos em nome dele, supostas notificações, reuniões em São Paulo (SP) e bloqueios de valores.

A companhia já havia feito apuração inicial e informou que: “possivelmente, estamos diante de um golpe'.  “Essa informação base, de que ele seria profissional da XP, já podemos confirmar com certeza de que é mentira, mas realmente só vamos conseguir apurar melhor se ele tem algum histórico com a gente pela manhã'.

Promessas de lucro – Conforme a reportagem publicada pelo Campo Grande News, os relatos apontam que Nathan captava recursos de pessoas próximas, prometendo rentabilidade mensal de até 6%. Nos primeiros meses, alguns investidores disseram ter recebido os pagamentos prometidos, o que aumentou a confiança e levou parte deles a aportar novos valores ou indicar amigos e parentes para o negócio.

Com o passar do tempo, porém, os repasses teriam sido interrompidos. Quando questionado, Nathan alegava que os recursos estavam retidos na XP e que a situação seria regularizada posteriormente, segundo as vítimas. A reportagem teve acesso a comprovantes de transferências bancárias, contratos, notas promissórias, confissões de dívida, boletins de ocorrência, conversas por aplicativo e processos judiciais relacionados às cobranças dos valores.

Outro lado – Em manifestação enviada em nota ao Campo Grande News, a Durizi Investimentos negou a prática de irregularidades e afirmou que busca solucionar os conflitos apresentados pelos investidores. Até o momento, as acusações ainda são objeto de investigação e não há condenação judicial relacionada ao caso.



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