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Restos mortais são achados entre destroços de avião que caiu na Capital
Polícia Científica analisará o material para identificar a qual das duas vítimas ele pertence.
ANAHI ZURUTUZA / CAMPO GRANDE NEWS
Restos mortais foram encontrados na tarde desta segunda-feira (6) em meio aos destroços do avião bimotor que caiu na sexta-feira (3), em área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. O acidente matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff.
O material foi localizado durante a retirada da aeronave, após a conclusão dos primeiros trabalhos da perícia criminal e do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Equipes da Polícia Científica e de uma funerária estiveram no local para recolher os fragmentos.
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Segundo o delegado Alexandro Mendes de Araújo, do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), a localização de novos restos mortais pode ocorrer em acidentes de grande impacto, principalmente pela forma como a aeronave ficou destruída. “Em função da dinâmica do acidente, a quantidade de energia dispersada no momento do impacto é muito grande. Então, é possível que, no primeiro atendimento, as equipes tenham localizado aquilo que era possível observar', explicou em transmissão ao vivo feita pelo site Top Mídia.
O delegado afirmou que a identificação será feita por meio de trabalho técnico-científico. A principal possibilidade é de exame genético para apontar a qual das vítimas pertence o material recolhido. “Será feito um trabalho científico na identificação de qual das vítimas pertence. Tudo indica, num primeiro momento, que seria de um corpo masculino, mas não iremos antecipar. Apenas o trabalho técnico-científico, possivelmente genético, realizado pelo Instituto de Criminalística de Mato Grosso do Sul, fará a constatação definitiva', disse.
Investigação – O acidente é investigado em duas frentes. A Polícia Civil apura eventuais responsabilidades, enquanto o Cenipa conduz a investigação técnica, voltada à prevenção de novas ocorrências. Como o avião não tinha caixa-preta, a reconstrução da queda depende da análise dos destroços, de dados meteorológicos, registros da aeronave e depoimentos.
A hipótese inicial levantada no dia do acidente é de que o mau tempo tenha contribuído para a queda. No entanto, a causa ainda depende de conclusão pericial. Os motores do bimotor também devem passar por análise técnica.
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