• Domingo, 21 de Junho de 2026

Rebeca Andrade é ouro no Pan do Rio, após hiato de quase dois anos

Maior medalhista olímpica brasilieira, ginasta executa melhor salto do dia e conquista o ouro no Pan-Americano de ginástica artística; Vitaliy Guimarães e Sophia Weisberg são bronze

GLOBOESPORTE.COM / JULIANA MOTTA E PRISCILLA BASILIO


Rebeca Andrade é ouro pelo salto no Pan do Rio — Foto: Divulgação/CBG

A ginasta destacou que o período de pausa foi essencial para sua recuperação física e mental: "Foi a melhor decisão que eu tive durante toda a minha carreira, eu precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, pra colocar tudo no eixo, sabe?".

Além do ouro de Rebeca Andrade, o Brasil garantiu duas medalhas de bronze no mesmo dia, com Sophia Weisberg nas barras assimétricas e Vitaliy Guimarães no solo masculino.

A vitória de Rebeca no salto foi garantida com a média de 14.266, superando a canadense Lia Monica, que ficou com a prata, e a americana Claire Pease, medalhista de bronze.

Para a alegria do público que lotou a Arena Carioca 1, na manhã deste domingo (21), Rebeca Andrade voltou ao lugar mais alto do pódio da ginástica artística. Depois de uma pausa de quase dois anos para cuidar da mente e do corpo, a maior medalhista olímpica do Brasil venceu a final do salto no Pan do Rio, com média de 14.266, e conquistou o ouro em casa, diante da torcida brasileira.

- No segundo salto, eu pensei: 'Meu Deus, não vai dar' e, no meio, eu falei: 'Não, vai dar, você vai ter que chegar', e isso é muito o que a gente sente no dia a dia. Você chega lá no ginásio e fala: 'Mano, eu não vou conseguir fazer hoje,' e você vê que consegue, sabe? Foi assim. Eu só fui com tudo e foi maravilhoso - contou Rebeca.

O primeiro salto da ginasta foi executado praticamente sem falhas, e valeu a nota mais alta da disputa: 14.433. Precisando da maior média entre duas tentativas, Rebeca acabou saindo um pouco da linha na chegada, na segunda chance, mas o resultado final não foi comprometido. Com a nota 13.700, a maior campeã do Brasil na ginástica voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, com a média de 14.266, e conquistou a primeira medalha do país no salto em um Pan-Americano.

A canadense Lia Monica ficou com o segundo lugar, com a média de 14.249, seguida pela americana Claire Pease, que levou o bronze, com 13.916.

Durante as classificatórias, na última quarta-feira, Rebeca alcançou o maior resultado individual entre todos os aparelhos, ao disputar apenas o salto - prova em que tem duas medalhas olímpicas, um ouro (Tóquio 2020) e uma prata (Paris 2024). A brasileira recebeu a nota 14.533 e ajudou a seleção feminina a conquistar a prata por equipes e a vaga no Mundial de Roterdã.

A ginasta anunciou seu retorno às competições em abril, depois de ter tirado um período fora dos holofotes, logo após os Jogos de Paris - competição em que conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Rebeca escolheu o Pan do Rio como palco de sua volta.

- Foi a melhor decisão que eu tive durante toda a minha carreira, eu precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, pra colocar tudo no eixo, sabe? Eu sentia muitas dores, eu me sentia muito cansada. Precisava desse momento pra mim, porque eu sempre me doei muito pra ginástica. Então, agora, estar de volta, mesmo treinando em pouco tempo, consegui me apresentar dessa maneira, no salto - disse a ginasta.

Sophia Weisberg é bronze nas assimétricas

Sophia Weisberg conquistou a terceira medalha do Brasil do dia na final das barras assimétricas. Com uma série segura, poucos descontos de execução e apenas um pequeno passo na saída, a brasileira finalizou a apresentação muito aplaudida pelo público.

Gabriela Bouças também disputou a decisão do aparelho, mas caiu logo no início da prova. Incentivada pela torcida, a ginasta voltou às barras, mas não conseguiu cravar a saída, e terminou em oitavo lugar, com 11.500.

Com a nota 13.033, Sophia terminou em terceiro lugar. A canadense Aurelie Tran ficou com o ouro, com 13.533, enquanto a americana Simone Rose levou a prata, com 13.333.

Vitaliy Guimarães vai ao pódio pelo solo

O dia começou na Arena Carioca 1 com as finais do solo masculino, primeira prova com presença brasileira. Último a se apresentar, Vitaliy Guimarães entrou confiante no tablado e só não cravou a acrobacia final, terminando a apresentação muito aplaudido. Com a nota 13.700, o atleta conquistou a medalha de bronze. O guatemalteco Jorge Vega levou o ouro, com 14.166, seguido pelo colombiano Angel Barajas, com 13.900.

Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy decidiu competir pelo Brasil em 2024. O ginasta se emocionou com a primeira medalha conquistada com a seleção brasileira.

- Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil - contou.

Diogo Soares fica fora do pódio no cavalo com alças

O brasileiro Diogo Soares levou uma queda logo no início da apresentação na final individual do cavalo com alças e foi penalizado. Muito incentivado pela torcida, o ginasta voltou à prova, mas não conseguiu a recuperação no aparelho, e terminou na oitava colocação, com 10.500. O americano Patrick Hoopes ficou com o ouro (14.566), enquanto o canadense Jordan Carrol levou a prata (14.500). O colombiano Angel Barajas completou o pódio com a nota 13.800.

Ainda neste domingo, Arthur Nory e Diogo Soares competem na barra fixa, enquanto Caio Souza e o próprio Diogo disputam a final das barras paralelas. No feminino, Julia Soares e Thais Fidelis brigam por medalha na trave, e Sophia Weisberg e Thais voltam ao tablado na decisão do solo.



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