Esportes
Entenda por que Seleção vai jogar contra o Haiti com a marca de Michael Jordan no uniforme
Marca do ex-jogador de basquete será usada pela primeira vez em jogo oficial do Brasil
GLOBOESPORTE.COM / RIO DE JANEIRO
O Brasil jogará com uma camisa assinada pela marca de Michael Jordan contra o Haiti, às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, pela 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Não estranhe: a Seleção não mudou de patrocínio no decorrer do Mundial e continua patrocinada pela Nike. A escalação da Seleção brasileira permanece um mistério, mas deve trazer novidades.
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A marca foi criada por Michael Jordan, histórico jogador do Chicago Bulls e maior nome da história da NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos. A companhia é subsidiária à Nike, que patrocinou o atleta em toda a vida. Inicialmente, a marca foi criada para ser uma linha de tênis da empresa-mãe, mas cresceu para modelos de roupas nos últimos anos.
Por causa da natural conexão com o basquete, a intenção da Nike é tirar a Jordan cada vez mais apenas da bolha do esporte da bola laranja. Por isso, a intenção é, pouco a pouco, trazer a marca para contextos de novos esportes. O segundo uniforme da Seleção na Copa do Mundo é uma ação de marketing da empresa americana .
Quando o Brasil joga de Jordan, toda a logística de uniformes muda. Camisas de treinos, roupas de viagem e até acessórios de entrevistas começam a ser estampados pela marca do armador dias antes. Isso, claro, com anuência da Nike.
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O Brasil utilizou o uniforme azul nos amistosos contra França e Egito. Será a primeira vez que a camisa com logo da Jordan entrará em campo em uma partida oficial.
Vale ressaltar que a CBF aprovou a silhueta do americano para estampar um dos uniformes. Inicialmente, a segunda camisa seria até de cor predominantemente vermelha, mas Samir Xaud, ao assumir a presidência da entidade em maio de 2025, vetou a mudança.
Não é a primeira vez que a Jordan se mistura com futebol. A primeira conexão de impacto, inclusive, foi com Neymar. Em 2016, o camisa 10, na época ainda patrocinado pela Nike, lançou chuteiras assinadas com a marca do histórico atleta do Chicago Bulls.
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Em 2018, Jordan e PSG iniciaram uma colaboração de uniformes. A partir dessa temporada, a marca passou a assinar ao menos um uniforme - geralmente o terceiro, de cor alternativa - do time francês. Na temporada 2021/22, o logotipo do atleta chegou a assinar todos as camisas da equipe.
O time francês é, até agora, o único que fechou parceria com a empresa subsidiária à Nike. No basquete, a relação é diferente: são quase 20 universidades na NCAA (principal liga de faculdades dos Estados Unidos) que estampam a silhueta do ex-jogador.
Não há nenhum jogador de futebol propriamente patrocinado pela Jordan, mas Matheus Cunha, que possui contrato com a Nike, já utilizou algumas chuteiras assinadas pela marca do atleta.
Como surgiu a parceria
Michael Jordan assinou contrato com a Nike meses antes de entrar na NBA. À época, a empresa corria atrás de Adidas e Converse em mídia no basquete, e apostou apenas no jogador, tido como grande prospecto desde a universidade, como garoto-propaganda.
A Nike lançou um tênis exclusivo para Michael Jordan em 1985, o que seria uma novidade para os esportes na ocasião. Nos negócios com a família do jogador, ficou decidido que o atleta teria direito a uma porcentagem de todos os modelos vendidos de forma vitalícia. A empresa primeiramente resistiu, mas depois concordou.
A expectativa inicial era vender 100 mil pares do "Air Jordan" no ano. Em um mês, mais de 450 mil modelos do tênis vermelho, branco e preto - cores do Chicago Bulls, time que Jordan fez história - foram vendidos.
O sucesso da marca foi tão grande que a Nike resolveu "separar" a marca de Michael Jordan. O jogador e sua família seguem recebendo porcentagem de todos os produtos que são vendidos com sua marca.
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