Esportes
Danilo ri de desconfiança sobre seu condicionamento físico na Seleção: "Não sei de onde tiraram isso"
Lateral de 34 anos foi convocado como defensor e pode atuar tanto na zaga quanto na lateral
GLOBOESPORTE.COM / BRUNO CASSUCCI E CAHê MOTA
Quinto jogador mais veloz do Brasil na estreia contra Marrocos, o defensor Danilo atingiu 32,7 km/h no segundo tempo da estreia da Copa do Mundo. Ele completa 35 anos em menos de um mês — no dia 15 de julho. Quatro dias antes da final do Mundial, onde a Seleção sonha chegar. Nesta quarta-feira, ele respondeu, em entrevista coletiva, sobre suas condições físicas para atuar como lateral. E foi irônico.
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Como um dos mais velhos no grupo de Carlo Ancelotti, Danilo sofreu questionamentos na imprensa e no grande público sobre seu nível físico no momento. Para o jogador do Flamengo, a desconfiança é incompreensível.
— Desde o tempo de Manchester City, sempre digo que se você precisar de um lateral que faça o corredor e dê profundidade todo o tempo, eu não serviria. Mas se precisar de um jogador que vai entender os momentos e encurtar as distâncias, eu sirvo e bastante. Mas não pela idade e meu hipotético momento físico, que tiraram isso não sei de onde (risos), eu sempre fui esse jogador. O Mister é muito atento a isso, ele monta bem as estratégias. Eu me arrisquei no ataque uma vez ou outra como nos velhos tempos — disse o lateral e zagueiro.
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Danilo iniciou como reserva na partida de estreia contra Marrocos, mas entrou no segundo tempo. Sua escalação como titular diante do Haiti deve ser uma das novidades na Seleção. Nesta quarta, o lateral citou a entrevista que fez para o ge, na qual questionou as constantes análises que separam os grupos em titular ou reserva. Ele voltou ao tema e reiterou que a opinião pública exagera na importância sobre essa discussão.
— Outro dia falei que não existia reserva e titular. Talvez tenha me expressado mal. Todo time tem um núcleo duro, onde existem seis, oito que jogam sempre. E cinco que estão na rotação dependendo da estratégia. A estratégia muda de acordo com o adversário. O que aconteceu no último jogo (escalação sair em cima da hora contra Marrocos) teve uma importância exagerada. É natural. Hoje temos um time 80% definido que vai jogar sexta. E três ou quatro ainda não se sabe, seja por questão tática, por mania do treinador (por exemplo). Algumas escolhas não têm explicação, vai do técnico. Se o treinador falar que vou jogar hoje, amanhã ou uma hora antes a minha preparação vai ser a mesma. Posso falar isso para todos? Não.
"Alguns precisam saber antes. O Guardiola uma vez falou que eu jogaria de zagueiro 10 minutos antes do jogo começar. Depende de cada um, a interpretação é diferente", confidenciou Danilo.
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O jogador abriu a coletiva de imprensa desejando boa recuperação a Carlos Alberto Parreira, técnico do tetracampeonato mundial em 1994. O ex-treinador está internado num hospital do Rio de Janeiro. Mas logo foi sincero sobre a estreia decepcionante da Seleção contra Marrocos — no empate de 1 a 1 na estreia no grupo C da Copa do Mundo.
"Assustou (o primeiro tempo). Existia muita expectativa interna em fazer um jogo grande, de domínio, de pressão a todo tempo. Quando acontece o contrário, com o adversário tendo várias ocasiões, não é fácil de gerir", declarou.
A Seleção enfrenta o Haiti nesta sexta-feira, às 21h30, na Filadélfia, nos EUA, pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo.
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