• Quarta, 17 de Junho de 2026

"Foi por engano": mãe de adolescente de 13 anos baleado contesta vingança

Homem apontado como olheiro afirmou em depoimento informal que um preso encomendou o crime

ANA PAULA CHUVA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Rua onde crime aconteceu na tarde de terça-feira (Foto: Juliano Almeida)

O adolescente de 13 anos baleado em um atentado em frente a uma conveniência no Bairro Centro Oeste,  permanece internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, o crime aconteceu na tarde de terça-feira (16) e a mãe do garoto contesta a versão de vingança dada por um “olheiro' preso pela PM (Polícia Militar).

De acordo com a mãe da vítima, o garoto foi atingido no peito e teve o pulmão perfurado, além disso, ele sofreu fraturas na perna e no braço. “A última notícia que eu tive dele era que ele estava no CTI agora cedo. O estado dele é grave por conta do pulmão. Mas ele está estabilizado', disse a mulher.

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Ao Campo Grande News, a mãe do menino afirmou não saber a motivação do crime e acredita que o adolescente tenha sido alvo dos tiros por engano. Ela ainda contestou que exista envolvimento do garoto em atentado a alguém e uma suposta vingança por trás dos tiros.

“Eu desconheço isso daí, não me falaram nada. As pessoas distorcem muito sem saber realmente o que aconteceu. Ninguém sabia se era para ele.  Só que isso é mentira, não é verdade isso daí, não foi meu filho, se foi isso, não foi meu filho que atirou em ninguém em outra ocasião. Então é uma outra pessoa que eles queriam pegar e pegou meu filho por engano', alegou.

À reportagem, a mulher contou que no momento do crime, a vítima estava em uma conveniência localizada nas proximidades de sua residência. Segundo informações de testemunhas e da proprietária do estabelecimento, o jovem passou o período da manhã no local e aguardava uma refeição quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram as rajadas de tiros.

Sobre o histórico do rapaz, a mãe confirmou que ele possui um registro policial recente após uma abordagem realizada na esquina de casa, mas ressaltou que as circunstâncias daquela ocorrência são questionadas pela família.

'Abordaram ele na esquina de casa. Ele não estava com nada, não encontraram nada. Mas uma suposta vizinha foi e entregou umas coisas que, infelizmente, meu filho teve que assinar, sendo dele ou não', finalizou.

Caso 

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava em frente a um comércio na Rua Catiguá acompanhada de um adolescente de 17 anos, quando dois homens em uma motocicleta azul se aproximaram. Ambos desembarcaram armados - um com revólver e outro com uma pistola de carregador prolongado - e efetuaram diversos disparos.

Conforme o boletim de ocorrência, o garupa estava armado com uma pistola com carregador prolongado e o condutor com um revólver. Os dois desceram da moto e fizeram vários disparos. O menino tentou correr e se esconder em uma residência próxima, mas foi atingido nos ombros e em uma das pernas. Ele foi socorrido primeiro para a UPA Universitário e depois transferido para a Santa Casa.

Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança mostraram que, pouco antes da chegada dos atiradores, Rafael esteve no local em uma Honda Biz branca, usando camiseta amarela, e perguntou pelo paradeiro do garoto. Segundo a polícia, ele monitorou a movimentação da vítima e repassou as informações aos executores.

A tornozeleira eletrônica que Rafael usava ajudou na identificação. Ele foi localizado no Bairro Guanandi e, ao ser abordado, confessou que foi até a conveniência a mando de um detento do sistema prisional que queria vingança porque teria sido baleado pelo garoto outra ocasião. Apesar disso, alegou não conhecer os autores dos disparos.

Rafael foi autuado por tentativa de homicídio qualificado com uso de arma de fogo de uso restrito. Mas mudou a versão durante depoimento na delegacia, alegando ter ido ao local apenas para comprar drogas. O atirador foi reconhecido por testemunhas, mas ainda não foi encontrado.



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