Coronel Sapucaia
É cientifico: um gol é como um orgasmo ou quase
MáRIO SéRGIO LORENZETTO / CAMPO GRANDE NEWS
A conclusão é da Universidade de Coimbra, depois de estudar o cérebro de torcedores e torcedoras. O estudo foi publicado na revista cientifica “ Social Cognitive and Affective Neuroscience'. A todos os unia uma paixão: fanáticos dos times Porto e Coimbra, equipes da primeira divisão portuguesa.
Circuitos cerebrais iguais aos do amor. Durante três anos, a equipe colocou cabos na cabeça dos torcedores, passou vídeos com as melhores e piores imagens de suas equipes favoritas, e foi analisando a reação cerebral dos fanáticos. Observaram que perante um gol são ativados circuitos cerebrais de recompensa semelhantes à experiência do “amor romântico'. A conclusão é que quanto mais fanático mais se ativam seus neurônios com um gol favorável.
O cérebro otimista do fanático. Outra conclusão curiosa é a do cérebro como órgão otimista. Os circuitos do fanático torcedor recordam melhor um grande gol de sua equipe que a vitória do adversário. É uma memória seletiva. Guarda as boas recordações e esquece as ruins. A paixão tende a prevalecer sobre os momentos mais negativos. É uma forma de amor tribal positiva, dizem os cientistas. Tampouco há diferença entre os cérebros dos torcedores de uma equipe e de outra. Informam, ainda, que não sabem se há diferença entre os cérebros das torcedoras e dos torcedores. É uma importante pesquisa porque o futebol é uma das atividades humanas onde as emoções levam à perda da racionalidade.
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