• Quarta, 10 de Junho de 2026

Família critica descuido que transformou pedalada de criança em acidente grave

Adolescente retornava da escola quando bateu em um fio telefônico esticado na avenida e fraturou a coluna

GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Jovem ficou caído na pista da Avenida Oceania. (Foto: Direto das Ruas)

Avó presenciou o acidente que deixou um menino, de 13 anos, com a sétima vértebra da coluna quebrada, na tarde desta terça-feira (9). Segundo o pai do adolescente, Emerson Oliveira, de 46 anos, o garoto havia acabado de sair da escola e seguia para casa quando atingiu um fio e foi arremessado ao chão.

Ao Campo Grande News, Emerson explicou que o filho bateu em um fio telefônico esticado a quatro quadras de casa e a uma da escola. “Ele [o funcionário] passou o fio no poste, atravessou o canteiro da avenida para chegar ao outro poste. Na hora em que foi puxar esse fio, sem nenhum tipo de sinalização, meu filho vinha de bicicleta', relatou.

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Por ser final de tarde, o pai acredita que o adolescente não conseguiu enxergar o fio por causa da espessura. “Não tinha como ele ver. O fio pegou no pescoço e jogou ele para trás. Foi aí que ele bateu as costas e fraturou a vértebra', disse.

A avó do menino foi a primeira pessoa da família a saber do acidente. No momento em que o adolescente atingiu o fio, ela seguia em direção à escola para buscar o neto mais novo. Foi ela quem avisou Emerson.

“O que mais me indignou foi que não tinha nenhum tipo de sinalização. O profissional que estava fazendo o serviço não sinalizou. Ele reconheceu o erro, chamou o supervisor, e o supervisor também admitiu que estava errado', afirmou.

Os primeiros atendimentos foram realizados em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde um raio-x constatou a fratura. Em seguida, o menino foi transferido para a Santa Casa para a realização de ultrassonografia, devido à suspeita de uma segunda lesão na coluna.

O adolescente é o segundo de três filhos e, segundo o pai, nunca havia sofrido um acidente semelhante. “A gente não dormiu a noite inteira. Tivemos que trabalhar no outro dia. Estou aqui no serviço agora e daqui a pouco vamos voltar para o hospital, sem saber exatamente o que está acontecendo. Bem não estamos. É complicado, bem difícil', desabafou.

De acordo com Emerson, o menino segue internado, com o pescoço imobilizado por um colar cervical. O que traz algum alívio à família é o fato de ele ainda sentir dores e formigamentos nos braços e nas pernas.

“Ele sentiu formigamento e dores até o tornozelo. Isso está no relatório do pedido de transferência. Isso nos tranquiliza um pouco, porque, se não estivesse sentindo, ficaríamos ainda mais preocupados', completou.

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